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Natividade de Nossa Senhora – 8 de Setembro

O nascimento de Nossa Senhora ou a Natividade de Maria é uma festa litúrgica das Igrejas Católica e Anglicana, celebrada no dia 8 de Setembro, 9 meses após a sua Imaculada Conceição, celebrada a 8 de Dezembro. Na Igreja Ortodoxa, a Festa de Theotokos, é uma das 12 grandes festas do ano litúrgico. Para aquelas igrejas que seguem o calendário juliano, acontece em 8 de Setembro; para as do calendário gregoriano, em 21 de Setembro.Esta festa teve a sua origem em Jerusalém.

Maria Fernanda Barroca
7 Set 2013

Começou a ser celebrada no século V como festa da Basílica Sanctae Mariae ubi nata est, actualmente conhecida como Basílica de Santa Ana. A Festa foi incluída no calendário tridentino em 8 de Setembro e permanece, até hoje, nesta data.
De acordo com a tradição, Maria nasceu de pais já idosos e estéreis, chamados Joaquim e Ana, como resposta às suas preces. A paciência e a resignação com que sofriam a esterilidade foram recompensadas pelo nascimento de uma filha que recebeu o nome de Miriam, que em hebraico significa “Senhora da Luz”, passado para o latim como Maria.
Longe estavam Joaquim e Ana de pensar que aquela Menina havia de ser a Mãe de Jesus – o Messias esperado.
Visivelmente, nenhum acontecimento extraordinário acompanhou o nascimento de Maria e os Evangelhos nada dizem sobre sua natividade. Nenhum relato de profecia, nem aparições de anjos, nem sinais extraordinários são narrados pelos evangelistas. No entanto, São João Damasceno afirma que o nascimento a partir de uma mãe idosa e estéril já é um sinal das bênçãos especiais que recaem sobre Maria. Numa homília diz: “Hoje é o começo da salvação do mundo, porque foi gerada a Mãe de Deus”.
No século IV, e posteriormente, no século XV, surgiu a crença que Maria também teria sido concebida por uma virgem, pelo poder do Espírito Santo. Esta crença foi condenada como herética pela Igreja Católica em 1677.
A Igreja ensina que Maria foi concebida de maneira natural, mas foi miraculosamente preservada do pecado original para ser a mãe de Cristo. Esta concepção livre do pecado original é chamada de Imaculada Conceição. Maria foi livre do pecado original por aplicação antecipada dos méritos da Redenção do seu Filho.
Actualmente muito se fala do grande António Vieira e assim não posso resistir a escrever uma parte de um dos Sermões do Padre António Vieira alude: «Sermão do Nascimento da Mãe de Deus»:
“Quereis saber quão feliz, quão alto é e quão digno de ser festejado o Nascimento de Maria? Vede o para que nasceu. Nasceu para que dEla nascesse Deus. (…) Perguntai aos enfermos para que nasce esta celestial Menina, dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde; perguntai aos pobres, dirão que nasce para Senhora dos Remédios; perguntai aos desamparados, dirão que nasce para Senhora do Amparo; perguntai aos desconsolados, dirão que nasce para Senhora da Consolação; perguntai aos tristes, dirão que nasce para Senhora dos Prazeres; perguntai aos desesperados, dirão que nasce para Senhora da Esperança. Os cegos dirão que nasce para Senhora da Luz; os discordes, para Senhora da Paz; os desencaminhados, para Senhora da Guia; os cativos, para Senhora do Livramento; os cercados, para Senhora da Vitória. Dirão os pleiteantes que nasce para Senhora do Bom Despacho; os navegantes, para Senhora da Boa Viagem; os temerosos da sua fortuna, para Senhora do Bom Sucesso; os desconfiados da vida, para Senhora da Boa Morte; os pecadores todos, para Senhora da Graça; e todos os seus devotos, para Senhora da Glória. E se todas estas vozes se unirem em uma só voz, dirão que nasce para ser Maria e Mãe de Jesus” (Sermão do Nascimento da Mãe de Deus).”

Se recuarmos a D. João IV, lembramos que a partir do seu reinado, mais nenhum rei colocou na cabeça a coroa real, pois essa foi oferecida a Nossa Senhora da Conceição.

Os católicos são por vezes acusados de «adorar» Nossa Senhora, ou de dizerem que a pomos acima de Deus. *

Adoração só a Deus (latria); a Nossa Senhora «hiperdulia»; aos Santos «dulia» e a S. José «protodulia». *

Mas numa sociedade em que impera a «cunha» para arranjar qualquer coisa, que mal faz que metamos a Nossa Senhora uma «cunha» para alcançarmos de Deus algo que julgamos muito necessário?

Há um cântico mariano que a dado passo diz: “ó Glória da nossa terra, que tens salvado mil vezes (…). Quando se chega a este ponto eu costumo dizer: «Vá lá, Maria, salva Portugal mais uma vez». *

É esta a Fé, em Maria que sempre nos tem sustentado e queremos que assim continue, sobretudo neste quase fim do «Ano da Fé».

Informação: O Papa Francisco anunciou no domingo, dia 1, uma jornada de oração e jejum pela paz, na Síria, no Médio Oriente e no mundo, hoje, dia 7: “Convido também a unirem–se a esta iniciativa, do modo que acharem mais oportuno, os irmãos cristãos, não católicos, os que pertencem a outras religiões e os homens de boa vontade.”




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