Fotografia:
A atitude de bem-fazer (I)

Este princípio humano é imanenteà nossa própria natureza.
O homem nasceu para praticar
o bem, em seu benefício, dos
seus e da comunidade. O ser humano
só será bem sucedido na medida
em que praticar bons serviços. Esta
é a via que nos levará a pertencer ao
grupo dos grandes servidores. “Não
sei qual será o vosso destino – escreveu
Albert Schweitzer – mas sei
uma coisa: de entre vós, os únicos
que serão realmente felizes serão os
que procurarem e descobrirem como
servir.” Serve-se melhor a si próprio
quem procura o privilégio de servir
os outros.

Artur Gonçalves Fernandes
5 Set 2013

As recompensas não são
dadas em troca de nada; são compensações
por serviços prestados.
“Dar é receber” – é uma lei universal
que nos pode elevar até chegar
ao lote dos bons servidores. No entanto,
estes comportamentos devem
estar sempre impregnados de uma
humildade sadia. Quem quiser ser o
primeiro de todos, estimulado pelo orgulho
e pelo egoísmo, cairá no último
lugar da escala humana. O egoísmo
é um suicídio moral. Economizar
gananciosamente e sacrificando qualquer
prestação de serviços é perder
tudo aquilo que tentamos poupar. Esta
maneira de viver leva-nos à privação
da própria vida.
Aqueles que dão com liberalidade
têm uma personalidade sólida, correta,
agradável, alegre, bondosa e
comunicativa. O seu desejo sacrifical
de servir ou de ajudar os outros
confere-lhes os maiores benefícios
em sentimentos de autorrealização,
estando, na maior parte das
vezes, a coberto de quaisquer preocupações.
Aquilo que se dá aos outros
volta-nos às mãos multiplicado
por muito mais. Os homens são ricos
conforme o que dão. A ação e a
reação são sempre iguais. Quem dá
com liberalidade receberá com liberalidade,
seja em dinheiro, em amizade,
em fé, em confiança ou em outras
boas ações. A dádiva pode ser traída,
esbanjada ou mal apreciada pelos
receptores, mas quem a pratica
ficará melhor por ter dado. Um dos
maiores problemas da vida de hoje
é haver muita gente a receber ou a
precisar de receber e poucos a dar.
Prestar serviço no verdadeiro sentido
da expressão inclui contribuir para a
vida com mais do que se tira dela.
Quem tenta sinceramente deixar o
mundo um pouco melhor do que o
encontrou está a servir, seja qual for
a sua profissão. Modificar a qualidade
do dia é a maior das artes. A fraternidade
humana ainda está muito longe
de ser uma prática geral. As convicções
pessoais, o individualismo,
as antipatias, as ideologias sociais e
o racismo são utilizados, mais para
perseguir, do que para ajudar. Se todos
convergissem em Cristo e na Sua
verdadeira mensagem, a fraternidade
seria mais universal, servindo de alicerce
para uma ligação mais profunda
entre os homens que, assim, formariam
uma autêntica irmandade. O
primeiro fundamento para ajudar os
outros é levá-los a descobrir como
se hão de ajudar a si próprios. Às
vezes, é melhor dar força de vontade
aos outros do que dinheiro. “Ensinar
a pescar em vez de dar o peixe”,
como diz o provérbio chinês, pode
ser muito útil, porque recupera psicologicamente
as pessoas. A melhor
ajuda não é carregar com os problemas
dos outros, mas dar-lhes coragem
e energia para cada um saber
aliviar os seus e, na medida do possível,
resolvê-los. Não é fácil ajudar
os outros; é preciso ponderação, lucidez,
bom senso, para não ferir susceptibilidades.
A melhor coisa a dar a
um inimigo é o perdão; a um adversário,
tolerância; a um amigo, o coração;
a um filho, um bom exemplo;
ao pai, deferência; à mãe, uma conduta
que a faça orgulhar-se de nós;
a nós próprios, respeito. Charles Eliot
escreveu: “A vida é um serviço contínuo.
Prestar serviço é uma base sólida
para a satisfação pessoal neste
mundo.” A maior força, a maior coragem
e a maior segurança interna
adquirem-se através da prestação de
bons serviços ao próximo.




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