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13 mil professores com horário zero!

O número 13 parece não dar sorte a este Governo! Mais um problema. O número é alarmante! Temos de pensar que são professores efectivos sem horário lectivo! Como resolver esta situação? Estes são obrigados ao concurso interno para resolver a situação. Provavelmente, irão ocupar um horário numa outra escola que lhes caberá, por direito, no resultado do concurso. Esta solução resolve a situação destes candidatos para abrir outro fosso – o dos contratados.

Maria de Fátima Nascimento
30 Ago 2013

Sendo este concurso anterior ao dos contratados, irão ocupar vagas que deixarão de existir no concurso seguinte, o que vai aumentar o desemprego entre os contratados. É a solução restritiva para um Governo cuja palavra de ordem é austeridade! A sensação que temos, nós que estamos do lado de fora, é que os cortes são feitos de forma desesperada. Por exemplo, o das escolas fechadas que reconduzem os alunos para escolas, muitas vezes, distantes do local de residência, fazendo com que os alunos percam imenso tempo nas viagens o que aumenta o cansaço e diminui consideravelmente (e muitas vezes irremediavelmente) o rendimento escolar. Sendo, ou devendo ser estes a principal preocupação do ME, vemos que são os principais prejudicados. Depois a ideia de aumentar o número de alunos por turma não vem ajudar em nada!
Ora, ouvi dizer que os professores com horário zero poderiam ser usados nos apoios a alunos com dificuldades de aprendizagem e a outros com baixo rendimento escolar. Não está mal visto, embora não creia uma vez que estes docentes terão acesso aos horários escolares antes dos contratados. Contudo, e se assim for, temos de ver onde se vão colocar essas horas destinadas ao apoio. Vão fazer-se horários próprios onde essas horas sejam incluídas nos horários dos alunos ou basicamente resumir-
-se-ão ao tempo extra-curricular do final do dia? Se for este o caso, estão a ser acautelados os interesses dos alunos sujeitos a transporte escolar que não se podem atrasar nem mais um minuto precioso que lhes pode valer a perda do valioso transporte? Serão essas horas destinadas a disciplinas consideradas nucleares ou incluirão outras também necessárias ao aproveitamento de cada aluno? Serão essas horas distribuídas pelos cinco dias úteis da semana ou só alguns dias?
Agora, outra visão do mesmo problema que pode afligir os mais preocupados com a crise e os gastos: aproveitar esses professores (que são grande parte da fatia dos recursos humanos disponíveis) e acrescentar a estes outros para evitar o aumento dos alunos por turma? Não seria mais fácil do que falar de apoios? As turmas mais pequenas não evitariam a existência de apoios? Ao tentar poupar não se estará a desperdiçar antes dinheiro mal empregue e recursos humanos valiosos?




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