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Deficiências e insuficiências do Plano de Estudos do Ensino B+S

Os Planos de Estudo do Ensino Básico e Secundário em Portugal têm disciplinas inúteis, tais como Formação Cívica, Educação Física (que deve ser uma atividade “circum-escolar” e não uma disciplina com exame) e Projeto, cujos tempos letivos podem ser aproveitados para, logo entre o 5.º e o 9.º anos, introduzir disciplinas obrigatórias de interesse geral.

Júlio Barreiros Martins
25 Ago 2013

Uma delas seria “Economia” em termos macro (“Economia Geral”) e em termos micro (“Economia da Empresa”). Outra deveria ter por título “Organização Administrativa e Política do País” ou semelhante. Os alunos saem do Ensino Secundário e vão votar em eleições para “Presidente da República, etc.” sem sequer saber quais são os Órgãos de Governo do País…

Pior, como no Ensino Superior, por exemplo em Engenharia e em Medicina, não há essa disciplina ou algo similar, logo a ignorância continua até à formatura e mesmo depois dela. Outra disciplina muito importante e obrigatória seria “História Mundial das Religiões e Culturas”, para a pessoa ter uma ideia do Mundo em que vive. Também seria muito útil uma disciplina de “Moeda e Crédito”.

Quanto a deficiências, são notórias nomeadamente as que existem nas disciplinas de Educação Visual e Educação Tecnológica, aglutinadas ou não. Correspondem à disciplina de “Desenho e Trabalhos Manuais” do “antigamente”. Porém, por “horror” a tudo o que era “antigamente”, mudaram-lhe os nomes e os conteúdos, hoje completamente distorcidos e que chegam a complexar os alunos.

Por exemplo, em Educação Visual não se começa por dar Desenho Geométrico, seguido de Desenho de Composição (uma flor pode ser composta por uma composição de círculo e frações de círculo). Começa-se logo por falar de “elemento” e “padrão” numa composição, sem se definir bem o que é “elemento” e “padrão” e como desenhá-los. O “Desenho à Vista” (com sombras) desapareceu…

Quanto a Educação Tecnológica, a confusão continua. Não são Trabalhos Manuais usando os vários tipos de ferramentas para trabalhar a madeira e o ferro. Também não se aprende a pregar um botão numa roupa, a chulear na bainha de uma calça, a remendar qualquer peça de roupa, tirar uma nódoa ou a fazer tricot. Esses são trabalhos do “antigamente” (mas são precisos hoje e amanhã).

Em “História e Geografia de Portugal” começa por haver uma misturada. A História deveria ser uma disciplina separada ou dada no fim da “História Universal”. Na “Geografia de Portugal” deveria distinguir-se “Geografia Física” de “Geo-grafia Económica”, pelo menos. Na “Geografia Física” não é admissível que, por exemplo, o aluno só tenha que saber que “o Rio Douro nasce em Espanha e desagua no Atlântico”.

No que diz respeito a “História de Portugal”, deveria ir só até à Primeira República, pois – posso assegurar pelo que deram aos meus netos – alguns professores, por razões ideológicas, dão aos alunos informações erradas sobre o período de 1926 até hoje. E também muito haveria que dizer sobre a “História Universal” que está a ser dada.




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