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Reflexão após greve geral

Propositadamente deixei acalmar as águas turbulentas para, com calma e ponderação, fazer uma análise detalhada dos efeitos que a greve “de alguns, provocou em todos”, principalmente naqueles que quiseram trabalhar, mas que democraticamente os piquetes da CGTP (correia de transmissão do PCP), não deixaram… Não está em causa o direito da greve, esse é irreversível e está instituído na Constituição que nos rege…Porque em Democracia que não seja terceiro-mundista os direitos e deveres são iguais para qualquer cidadão, daí eu criticar estas atitudes dos profissionais das manifestações e greves (são sempre os mesmos) inclusive daqueles que, tapando a cara, fogem cobardemente à responsabilidade, mas criticam a polícia quando a democracia se transforma em libertinagem…

António Fernandes Ferreira
24 Ago 2013

 Incitados por dirigentes irresponsáveis que afirmam publicamente em discurso inflamado que o governo tem de cair “a bem ou a mal”, seria lógico que fizessem comparações com a actuação em casos semelhantes, das polícias brasileiras, gregas, ou mesmo francesas!… Num país dividido por culpa exclusiva dos partidos políticos, entre esquerda e direita, o líder da UGT afirmou publicamente, que a percentagem de participação foi de 50% por 50%, aqui estará a verdade, daí a razão porque o partido mais votado em Portugal é a “Abstenção”, como tem acontecido em sucessivas eleições.
Tapar o sol com uma peneira é barato, mas não dá para pagar salários ao funcionalismo público, ou aos reformados que na sua maioria recebem pensões de miséria… A verdade é como o azeite (vem sempre à superfície). Esquecem que dias antes da greve veio a público na imprensa diária que apenas 20% do sector privado é filiado em sindicatos…
Resumindo: 80% do sindicalismo é do funcionalismo público, e embora isso não agrade às centrais sindicais, é uma verdade insofismável sem contestação possível… Foram eles na maioria que estiveram na greve, são eles ainda que, comparados com um trabalhador vulgar do sector privado, têm melhores salários, são eles enfim que têm o emprego mais garantido e estável, pois o Estado será sempre o último a falir!
Uma interrogação se impõe: afinal quem lucrou com a greve?
Em minha opinião ninguém tirou benefícios e todos foram prejudicados!… a situação caótica da economia nacional, levou um rombo de vulto pois, cada dia de greve geral, custa muitos milhões de euros do erário público… Por tal razão esta greve foi um autêntico fracasso… A situação é de gravidade extrema e a repetição de tanto disparate, é dar “tiros nos próprios pés” e perder toda a credibilidade externa, evitando qualquer investimento ou empréstimo!
A si leitor desejo que seja cidadão de corpo inteiro, acredite que Portugal não é coutada-privada de qualquer partido político, e muito menos destes políticos medíocres que temos… Todos esquerda e direita somos portugueses e estamos no mesmo barco… daí que irmanados no mesmo objectivo, temos obrigação de pensar seriamente nos jovens da nova geração, para que tenham um futuro mais promissor.




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