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Outro Ponto de Vista…

Em meados da década de 80, o Prof. Adriano Moreira, então líder do CDS, apresentou em sede parlamentar uma proposta sobre a educação, designadamente, sobre o sentido da livre escolha por parte das famílias das escolas a serem frequentadas pelos seus educandos e que ficou conhecida como o “cheque ensino”. Inovadora na altura teve o mesmo efeito, por parte dos mesmos, da atual proposta do ministro Nuno Crato. Simples de se perceber, esta medida coloca a questão da igualdade de oportunidades. Pelo facto de alguém ser oriundo de uma família de parcos recursos financeiros não resulta a impossibilidade de que o mesmo não possa escolher o seu local de formação.

Acácio de Brito
23 Ago 2013

Óbvio que os contestantes a esta importante medida de coesão social o fazem por razões de conservadorismo ideológico e, em alguns casos, por manifesta ignorância.
Aliás, não deixa de ser significativo que muitos dos que se insurgem contra esta medida, no momento da escolha da escola que os seus filhos vão frequentar, optam, porque financeiramente podem, por aquela que lhes parece melhor servir na formação futura.
É redundante assistirmos a quem mais fala sobre os mais desfavorecidos, o faz de cátedra, com construções abstratas de quem do vivido nada sabe.
Esta esquerda “caviar”, estes pensadores a quem a sociologia tudo responde e o pensamento pseudocientífico tudo sossega, não entende o elementar.
É socialmente mais justo, promove a equidade, permitindo igualdade de partida um sistema que não coarte a liberdade de escolha.
Parece-me estar presente à criação de um instrumento que, aparentemente simples, pode possibilitar uma Escola melhor.
Em vez de financiar grupos económicos que promovem também boas escolas, a opção de liberdade de escola dada às famílias parece-me ser uma das boas notícias deste momento estival.
O “cheque ensino”, instrumento posto ao serviço das famílias, pode promover uma verdadeira revolução nas mentalidades, e isso assusta todos aqueles a quem a elevação cultural põe em causa os discursos mais ocos ou populistas.
A igualdade não pode nem deve ser buscada como finalidade última, por força de que todos somos iguais, porque não somos, mas sim na igualdade de partida.
O tempo, as caraterísticas individuais e o esforço de cada um permitem-nos considerar que, devendo ter todos as mesmas condições de partida, uns chegam mais longe, outros com a mesma dignidade humana, chegam a um outro lugar.




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