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A praga dos incêndios

Nos últimos dias (meados de agosto), lavram incêndios gigantescos em diversas regiões, sobretudo transmontanas e beirãs. E consomem extensas áreas de arvoredo e matos. São enormes os prejuízos materiais de bens necessários à construção, aquecimento e conservação da pureza do ar que respiramos. Além disso, causam imenso desgosto, pavor e perigos aos proprietários, bombeiros e populações em geral. E há vítimas mortais. A maior parte dos incêndios é provocada, pois não se compreende espontaneidade quando surgem simultaneamente em diversos pontos dum determinado espaço territorial, como aconteceu em Miranda do Corvo: sete focos que se levantam ao mesmo tempo.

Manuel Fonseca
16 Ago 2013

Esta ação de provocação incendiária denota baixeza moral, pois não se compreende num ser digno, respeitador e justo. É comparável à dos espíritos malignos que desde o princípio da humanidade fomentam a desordem, o ódio e a desobediência à lei de Deus.
O Governo afadiga-se enormemente por garantir os meios e homens necessários à extinção dos fogos. E é seu dever fazê-lo. Deve, porém, não esquecer outros meios, nomeadamente a elaboração de programas televisivos com imagens e apelos persuasivos, como foi feito há cerca de uma década. A televisão tem audiência quase universal dentro do País. As suas mensagens são escutadas por quase toda a gente, desde novos a velhos. E pode influir muito.
Por outro lado, a justiça deve atuar com prontidão, investigando e conduzindo criminosos a juízo e à cadeia.
Na minha simples opinião, devia ser feito um cadastro de incendiários e essas pessoas deviam ser vigiadas nos períodos mais críticos do ano, sobretudo na época alta do verão. Assim como há criminosos em assaltos e homicídios, assim também há viciados em práticas lesivas do bem comum.
Entendo também que devia haver uma estratégia de proximidade. As autoridades civis locais deviam ser chamadas a colaborar por diversos meios para prevenir os incêndios, nomeadamente com equipas de voluntários para ajudar no terreno e também para identificar autores de fogo posto. Recordo os velhos tempos do antigo regime que possuía a estrutura civil do regedor com os seus cabos de ordem, os quais intervinham rapidamente na extinção e que tinham “debaixo do olho” os suspeitos da terra. E dava resultado. Não havia a calamidade que se verifica atualmente.
A floresta merece-o: é riqueza e saúde.




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