Fotografia:
“I have a dream” 50 anos depois…

É cada vez maior a tendência, nos tempos atuais, para esquecermos o passado e olharmos apenas para o presente e para o futuro. Todavia, este presente e este futuro não têm sentido se os arredarmos do passado, dos seus “antecedentes”. Por essa razão, muitos (entre os quais me incluo), sem prescindirem da importância do “hoje” e do “amanhã”, não deixam de olhar para o “ontem” como moldura de enquadramento histórico dos tempos que vivemos e dos que nos esperam…

Victor Blanco de Vasconcellos
15 Ago 2013

É por isso que, no presente ano de 2013, merecem ser recordados alguns acontecimentos relevantes que marcaram o ano de 1963, porque tiveram relevantes repercussões na forma como hoje encaramos o mundo e a sociedade.
Assim: foi precisamente há 50 anos que o presidente francês Charles De Gaulle vetou a entrada do Reino Unido na então Comunidade Económica Europeia, dando origem a uma “rivalidade” entre os dois países que ainda hoje tem reflexos nas decisões da União Europeia; foi precisamente há 50 anos que os Beatles lançaram o seu primeiro LP, “Please Please Me”, revolucionando a chamada “música ligeira” do século XX; foi precisamente há 50 anos que Paulo VI foi eleito Papa, herdando a difícil missão de implementar as decisões do Concílio Vaticano II, perspetivando uma nova forma de a Igreja se abrir ao mundo; foi precisamente há 50 anos que surgiu o primeiro filme da saga James Bond (“Dr. No”), que viria a dar ao cinema uma dimensão de “arte popular”, até aí incipiente neste âmbito; foi há precisamente 50 anos que o presidente J. F. Kennedy foi assassinado em Dallas, pondo a nu a vulnerabilidade da segurança interna dos EUA; e foi precisamente há 50 anos que foi proferido um dos mais importantes e belos discursos da história da humanidade: o célebre “I have a dream”
(Eu tenho um sonho), proclamado pelo ativista norte-americano e Prémio Nobel da Paz Martin Luther King…
Este discurso ainda hoje tem uma atualidade impressionante. Porque o “sonho” de Luther King ainda está por se tornar realidade em muitas partes do planeta, não apenas no que respeita à igualdade entre todos os seres humanos, independentemente da sua raça, mas também no que concerne aos “direitos de cidadania”. Um “sonho” que ainda está por realizar em plenitude, mesmo em países ditos “desenvolvidos”, incluindo os EUA e… Portugal!
Foi no dia 28 de agosto de 1963 que, nos degraus do Lincoln Memorial, em Washington D. C., Luther King, falando para mais de 200 mil pessoas que participavam na famosa “Marcha de Washington pelo Emprego e pela Liberdade”, mostrou que é possível mudar o mundo. Mesmo que o mundo pareça “imutável”…




Notícias relacionadas


Scroll Up