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Contra factos haverá argumentos?

1 Ele recolheu milhares de judeus na sua residência. Ele foi para o meio dos corpos que tombavam nos bombardeamentos. Ele providenciou abrigos e organizou uma rede de assistência para os fugitivos. 2. Ele determinou que os conventos acolhessem o maior número possível de refugiados.
Ele enfrentou riscos e correu perigos. Houve inclusive um plano para que o seu espaço fosse invadido e para que ele próprio fosse raptado. 3. A acção de Pio XII – é dele que tenho vindo a falar – contribuiu para salvar, pelo menos, 700.000 judeus da ameaça nazi. Aliás, os judeus sobreviventes não demoraram a expressar o seu reconhecimento.

João António Pinheiro Teixeira
13 Ago 2013

4. Isaac Herzog testemunhou: «O povo de Israel nunca esquecerá o que Sua Santidade fez pelos nossos infelizes irmãos e irmãs no momento mais trágico da nossa história».
Moshe Sharett alinhou pelo mesmo registo: «O meu primeiro dever é agradecer-vos, em nome de todo o povo judeu, tudo o que fizestes para salvar judeus».
5. Não falta, porém, quem conteste a eloquência dos factos. Afinal, contra factos haverá argumentos? Eu sou dos que pensam que não há. Mas há quem pense que pode haver.
O jornal “Pravda”, de Moscovo, pôs a circular a insinuação de que o Papa «não só aceitava Hitler como concordava com ele acerca de tudo»!
6. Foi quanto bastou para se desencadear uma tempestade revisionista que ainda não parou.
Há precisamente 50 anos, Rolf Hochhuth publicou uma peça – «O Vigário» – que oferecia o retrato de um papa ganancioso, indiferente ao Holocausto.
7. Mais recentemente, em 1999, as calúnias sobre Pio XII atingiram o zénite com a publicação da obra de John Cornwell, «O Papa de Hitler»!
Esta tese é completamente esdrúxula não passando de um preconceito. Como é possível chamar Papa de Hitler a alguém em quem Hitler não confiava até ao ponto de o querer capturar?
8. Curioso é notar que, entre os maiores defensores da memória de Pio XII, avultam alguns historiadores judeus.
Michael Tagliacozzo sentenciou mesmo que, «sem ele, muitos membros do nosso povo não estariam vivos».
9. Costuma dizer-se que, às vezes, é preciso esperar pela morte para que a justiça seja feita. Acontece que nem sempre a história faz justiça. E, se faz, demora muito tempo.
Em qualquer altura, podem sobrevir argumentos contra os factos. Ainda que não tenham credibilidade, haverá quem lhes dê crédito.
10. Só que os factos, mesmo depois de passar, não deixam de ser o que foram.
E não há argumento que impeça os factos de depor. São os factos que atestam que Pio XII foi um grande protector do povo judeu numa das fases mais sofridas da sua história!




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