Fotografia:
Irmanado com o Papa Francisco na Fé Cristã

Não vamos afirmar, à priori, em ordem à nossa adesão à fé cristã, que temos confiança nas fontes e nos recursos, que advêm das nossas potencialidades sensoriais, mentais, afetivas e operativas. Tais fontes e recursos podem-nos atraiçoar com as suas ilusões. Não vamos afirmar que a aceitação e adesão à fé cristã assentam no acasalamento da mente com o coração, pois podem ser hostis a tal adesão. Não vamos afirmar que a adesão à fé cristã colhe a sua força no assentimento que devotamos ao prestígio humano de algumas fidedignas autoridades exteriores a nós (Abraão, Isac, Jacob, Moisés, S. Paulo, Bento XVI e Francisco). Podem simular, fantasiamos nós, interesses e conivências.

Benjamim Araújo
7 Ago 2013

Também não vamos afirmar, à priori, que a fé cristã, para ser universal e se impor a outras crenças, tem o seu escudo em Deus e em Jesus. Os motivos, para muitos homens, resultam das descrenças e das desvalorizações, como os ateus e os que consideram Cristo simplesmente como um homem bom.
As nossas potencialidades sensoriais, mentais, afetivas e operativas, bem como o acasalamento da mente com o coração, só têm valor humano quando conectados, inseridos e sintonizados com a autenticidade da nossa natureza, que crepita na braseira bem viva do bem universal, janela que se abre para Deus.   
Para nós, no que respeita à fé cristã, a sua génese está no fluir dos inter-relacionamentos positivos, autónomos, livres e responsáveis, cujos protagonistas são estes extremos: a pessoa, Jesus (nosso modelo) e Deus. O grande e inabalável arco, que sustém a ponte dos relacionamentos entre os extremos, é a nossa autêntica e concreta natureza, una na sua acabada, redonda e perfeita constituição de materialidade espiritualizada. Os relacionamentos, existencialmente regidos e controlados pela pessoa atenta, borbulham, em cachoeira, na própria constituição da natureza, que os orienta para o exterior e para Deus.
As vigas, que fortalecem o arco e sustêm os relacionamentos, são as relações de vida, amor, luz, verdade, felicidade, perdão… Todas estas relações têm no ser o sinete da sua origem.
Quem poderá deixar de ter fé, confiança e crença neste seu simples e autêntico ser desprovido de contrários? Quem sujeitará à discussão a sua confiança e crença?
Como todos sabem, o raciocínio é uma operação da mente, que nos introduz no conhecimento do desconhecido, através do conhecido. Que conhecemos, nós, aqui? Conhecemos as imanentes relações de verdade, de sabedoria?do ser, através das janelas da intuição, meditação e contemplação. Daqui, vamos conhecer, transcendentalmente, o que não conhecíamos e que supera, em infinito, as relações do ser. No mundo da nossa transcendência, conhecemos Deus. Este conhecimento é uma exigência imperativa e categórica da autonomia e liberdade do nosso mundo transcendental.
Poderemos, agora, por caprichos existencialistas, negar Deus e cuspir na fé, na confiança e crença neste ser transcendente, que supera as nossas relações e é o ilimitado oceano, onde mergulha a nossa salvação?
E que dizer da fé em Cristo, o Homem Deus, a nossa salvação e o nosso salvador, como modelo de vida humana, para a vida do homem neste mundo? Vou deslocar para Cristo o mesmo que afirmei de Deus.
Agora, reconheço a fé cristã como luz, verdade, amor, sabedoria, comunicação, globalidade?e regozijo-me entre os que proclamam a fé e a crença em Deus e em Cristo.
A pessoa, mensageira do seu altíssimo ser, no mundo da sua existência, quando conectada, integrada e sintonizada com o mundo do seu autêntico ser, jamais porá em discussão a crença em Deus e em Jesus Cristo.




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