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É “bom viver em Braga”?

Através da comunicação social local, acompanho com surpresa e algum ceticismo a atividade dos candidatos à Câmara Municipal de Braga. Estamos num período pré-eleitoral, os “motores de arranque” estão em regime de afinação. Pelos critérios recheados de boas vontades, alternativas e correção de assimetrias adotadas pela “governação” autárquica cá do burgo, parece-me que finalmente vai ser “bom viver em Braga”! Pelo menos, é isso que os candidatos prometem – e nós, como sempre, continuamos cegamente a acreditar nas palavras só ouvidas em momentos especiais… Já se tornou uma “praxe” da política à moda da terra e da nação!

Albino Gonçalves
5 Ago 2013

O que sabemos e presenciamos como munícipes é que talvez a mais linda cidade do país merecia outro tratamento e outro cuidado. Infelizmente, isso não acontece, e apenas visualizamos alguns cartazes de obras apressadas, arranjos de jardins desordenados e espaços verdes impróprios para utilidade pública. A cidade dos arcebispos tem andado adormecida e culturalmente morna, como se verifica no caso das atividades do Teatro Circo ou noutras valências que têm o “carimbo” subsidiário do município.
Lamento ver a capital do Minho como uma área geograficamente muito suja. As ruas da cidade não são convenientemente limpas nem estão adequadamente asseadas. Falta a necessária fiscalização ao desempenho de quem tem a tarefa da manutenção da higiene e da sanidade pública… De facto, o “coração” da cidade está entupido de papéis, restos de tabaco, garrafas de vária ordem, cartão mal recolhido, vasilhame plástico, resíduos de vómitos de gente indisposta ou em excesso de consumo de álcool (e não só), “cócó” dos animais de estimação, fruta em estado de degradação, etc. Tudo isto mete dó e faz com que quem nos visita leve uma imagem deplorável da nossa cidade. A recolha do lixo tem de ser repensada em termos estruturais, mas ainda não observei os candidatos a pronunciarem-se sobre isso!
Outra constatação prende-se com a sinalética e a melhoria das vias de circulação. É motivo de consternação chegar a Braga e verificar que em determinados pontos importantes de acesso ao centro da cidade não há sinais a proporcionarem uma boa orientação, ou, quando existe, essa sinalização é muito reduzida. E ainda mais desolador é ver a Arcádia e o seu espaço interior degradados – e uma Avenida Central sem vida, com um chafariz a funcionar só em alturas especiais (não se sabe bem para quem e porquê!).
Sou um bracarense de nascimento e tenho a perceção de que podia viver numa cidade melhor, mais ordenada, dinâmica, saudável, educada, organizada, limpa, socialmente mais culta, inovadora, solidária, empreendedora… Vamos ver se a mudança que ocorrerá em finais de Setembro nos traz surpresas e algumas respostas aos problemas reais da cidade. E acredito que a mudança de homens na gestão da cidade tenha um efeito benéfico para Braga e para as gentes que nela vivem e/ou trabalham.




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