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Outro Ponto de Vista…

A partida deste nosso mundo terreno do Doutor Pereira Borges, meu Mestre e Amigo, enche-nos de profunda tristeza e imensa saudade.O seu conselho amigo, a sua ajuda desinteressada, mas sempre muito atenta, a sua elegância na abordagem de tudo e, sobretudo, a sua sábia palavra já nos faz sentir a sua imensa falta.

Acácio de Brito
26 Jul 2013

A partida deste nosso mundo terreno do Doutor Pereira Borges, meu Mestre e Amigo, enche-nos de profunda tristeza e imensa saudade.
O seu conselho amigo, a sua ajuda desinteressada, mas sempre muito atenta, a sua elegância na abordagem de tudo e, sobretudo, a sua sábia palavra já nos faz sentir a sua imensa falta.
Hoje, para que conste o meu muito Obrigado, a publicação da sua “abertura” no seu também livro de crónicas.
“ABERTURA
Publicar um livro é sempre arriscado.
O livro é sempre uma pedra, nuns casos pedra preciosa, noutros casos agressiva segunda a consonância dos seus conteúdos com a mundividência do escritor e dos leitores.
É, também, o livro um mensageiro entre o escritor e o leitor. Mensageiro de pontos de vista sociais, políticos, económicos e até em alguns casos sentimentais.
O mensageiro pressupõe sempre um ponto de partida e um ponto de chegada e, nem sempre existe coincidência entre o que se pretende à partida e o que acontece à chegada.
No mundo de crise em que vivemos a disparidade de apreciação dos factos e dos homens é muito grande, porque depende do diagnóstico e da proposta de cada um.
A crise já vem de longe e há muitas maneiras de a encarar e enfrentar.
Recordemos que na Idade Média era um costume cultural e social dos trovadores cantar e tocar à viola as cantigas de amigo e as de maldizer.
Nos tempos actuais as cantigas favoráveis a ideologias são muitas vezes de contestação e noutros casos cantigas de amigo de quem quer promover
ideologias.
Como há bem pouco tempo o Fado foi elevado a Património Mundial, nós podemos fazer a aplicação a um livro.
Culturalmente um livro pode ser representado num Fado. Num fado choradinho, de quem se queixa de tudo mal, ou então um fado pimpão, que tudo vai pelo melhor.
Mas. Um livro é um embaixador de qualidade entre o escritor e os leitores.
No caso presente, o escritor é uma pessoa experiente no campo social, no campo político e económico e a sua elucubração é autêntica e genuína, porque sabe inspecionar a sociedade em todas as suas múltiplas facetas.
Depois este livro proporciona uma leitura fluente, com ideias concatenadas, nele se revela a tendência filosófica e cultural do seu autor, bem argamassada com experiência de vida e os ideais comportamentais da sociedade.
Braga, 29 de Dezembro de 2011
J.F. Pereira Borges”
Na certeza que junto ao Pai continuará a olhar sempre por nós, a saudade é mitigada pela recordação do bem que a mim muito fez.
Obrigado Professor Doutor Pereira Borges.




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