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O dom precioso da saúde (II)

As condições da vida presente são uma grande ameaça para o estado da saúde das pessoas. Os antepassados viviam mais no campo, mais ao ar livre, mais em trabalhos agrícolas. Nós estamos muito mais concentrados em cidades ou zonas urbanas, trabalhando, durante a maior parte do dia, dentro de casas, edifícios, lojas, escritórios, escolas e fábricas. As nossas profissões são essencialmente sedentárias, obrigando-nos a estar muito tempo curvados e exigindo um maior esforço do cérebro e do sistema nervoso. Os nossos corpos ainda não estão adequadamente adaptados a esta forma de vida sedentária. Além disso, a poluição invadiu violentamente os centros urbanos.

Artur Gonçalves Fernandes
25 Jul 2013

As condições da vida presente são uma grande ameaça para o estado da saúde das pessoas. Os antepassados viviam mais no campo, mais ao ar livre, mais em trabalhos agrícolas. Nós estamos muito mais concentrados em cidades ou zonas urbanas, trabalhando, durante a maior parte do dia, dentro de casas, edifícios, lojas, escritórios, escolas e fábricas. As nossas profissões são essencialmente sedentárias, obrigando-nos a estar muito tempo curvados e exigindo um maior esforço do cérebro e do sistema nervoso. Os nossos corpos ainda não estão adequadamente adaptados a esta forma de vida sedentária. Além disso, a poluição invadiu violentamente os centros urbanos. A importância da respiração de um ar apropriado e o seu efeito na saúde têm de ser compreendidos e acautelados. Recorde-se que os alimentos fornecem apenas 40% da energia necessária para um dia, enquanto os restantes 60% dependem do ar respirado. As grandes nações modernas, indo atrás do que lhes é “vendido” ou veiculado pelos Meios de Comunicação Social, são levadas a considerar que a saúde é uma coisa que pode ser adquirida nas farmácias e em lojas afins, nuns simples frascos milagrosos. Não nos apercebemos que a maior parte das doenças vem de atos e pensamentos humanos desajustados e que a Natureza é o melhor dos médicos. Abusamos, julgando que a saúde não acaba ou que a doença facilmente se vence com a medicina curativa. Os que vivem preocupados com o peso e com as dietas transformam-se num grande dilema social. Aparecem, então, os obesos, os viciados na bulimia, ou os enfezados e os anoréticos. Em termos gerais, se ingerimos, quando nos alimentamos, mais calorias do que é preciso para queimar e produzir energia, acumulamos gordura. Se ingerirmos calorias em quantidade muito reduzida, vamos emagrecendo, a ponto de, se for por mera anorexia, nos tornarmos autênticos esqueletos ambulantes, pensando ainda sermos gordos. O nosso modo de viver automático, de carregar no botão, é um dos grandes inimigos da saúde humana. Os meios de transporte eliminaram, praticamente, o andar a pé. Os aparelhos electrodomésticos aliviaram muito as tarefas caseiras. As portas da garagem e os televisores de controlo à distância, quase não fazem contrair um qualquer músculo. E que dizer daqueles que passam horas e horas a fio agarrados aos computadores em joguinhos e outras coisas pouco aconselháveis? Os pensamentos tanto podem produzir energia como gastá-la em vão ou em futilidades. Os temores evitáveis e as preocupações demasiadas ou desnecessárias fazem-nos desperdiçar muitas energias. O medo tem mil e uma formas de se manifestar. De cada vez que o medo se apodera de nós, o nosso corpo prepara-
-se para atuar, tal como acontece com a ira. Tanto o medo como a ira são dois consumidores escusados de energia. Diz o médico americano, Dr. Joe Nichols que “a preo-cupação, o medo, a ansiedade, o ódio, a inveja e o ciúme são os grandes assassinos do homem.” Ou seja, as maiores causas de doença são de natureza emocional. São elas que, no maior número de casos, originam ou espoletam as outras. As emoções acabam por criar conflitos e tensões internos que apertam os vasos coronários, impedindo a irrigação adequada do coração, a qual, por sua vez, vai causar as
doenças cardíacas. A doença induzida emocionalmente pode vir a ser cada vez mais frequente à medida que se vai subindo a escala da responsabilidade, bem como da atividade e da agilidade mentais. O excesso de trabalho pode vir a tornar-se prejudicial. Hoje, mais do que nunca, são indispensáveis os tempos livres. Dizia Mirabeau: “Não trocava as minhas horas livres por todo o oiro do mundo.” As pessoas dizem que não têm tempo para cuidar da saúde, da felicidade, da recreação indispensável e nem para a prática do culto religioso. Mas será melhor tomarmos conta do tempo, antes que o tempo tome conta de nós.




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