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Os Fracassos, Carências da Responsabilidade e da Liberdade

É, para mim, um ponto fixo, que, para compreendermos globalmente um indivíduo e com ele convivermos em harmonia, cooperação, colaboração e fraternidade, temos de nos inserir, empírica e cientificamente, no mundo do seu meio ambiente, tanto interno (biopsíquico), como no seu meio ambiente externo (família, rua, escola, companhias, atrativos, diversões?). O indivíduo, independentemente do seu querer e pensar, tem, em si, um outro mundo. Este supera o da sua existência presa ao tempo e ao espaço, alimentada pelas culturas e civilizações e sujeita às suas desbragadas atitudes e reações?

Benjamim Araújo
24 Jul 2013

É, para mim, um ponto fixo, que, para compreendermos globalmente um indivíduo e com ele convivermos em harmonia, cooperação, colaboração e fraternidade, temos de nos inserir, empírica e cientificamente, no mundo do seu meio ambiente, tanto interno (biopsíquico), como no seu meio ambiente externo (família, rua, escola, companhias, atrativos, diversões?). O indivíduo, independentemente do seu querer e pensar, tem, em si, um outro mundo. Este supera o da sua existência presa ao tempo e ao espaço, alimentada pelas culturas e civilizações e sujeita às suas desbragadas atitudes e reações?
Que mundo é esse? É o mundo que a nossa fantasia e leviandade nos segreda, destramente, como algo de desvalorizado, como algo de insólito, de obtuso, de não merecedor da nossa atenção nem de fixarmos nele os nossos sonhos ou de lhe darmos o melhor do nosso tempo. Este nosso mundo esquecido, mas que supera a nossa existência, todas as culturas e civilizações, sem deixar de as amar e abraçar, é a nossa autêntica e concreta natureza.
O meu fôlego anseia gritar bem alto, aqui, contra todas as afrontas, provenientes dos distúrbios do pensamento, dos sentimentos, e das ações, controladas e geridas pela ignorância, pela dúvida e indiferença, pelas camuflagens e pela fuga aos imperativos vitais da nossa verídica natureza.
Para além destes dois mundos que, com avidez, temos de conhecer, compreender e viver para bem conhecermos e compreendermos tal indivíduo, há ainda um outro mundo. Este é o mundo onde Deus habita. É o mundo transcendente. Todo o verídico conhecimento, acerca do indivíduo, provém da compreensão, que se vai desenrolar da conexão, integração e sintonia, ou não, que o indivíduo deve e tem de estabelecer com esses três mundos em que está inserido.
Relativamente a estes três mundos, vou sublimar, no plano das prioridades, o mundo da nossa autêntica e concreta natureza. Vou sublimar este mundo porque as nossas digressões, tanto pelo nosso mundo existencial, como pelo mundo transcendente, vão partir dele e para ele têm de regressar.
No mundo da nossa autêntica natureza, somos a imagem manifestadora da criatividade, do poder, da sabedoria e do amor de Deus, que nos cobre, aqui e agora, com o véu da sua plenitude. Revejo-me, através da meditação e da intuição, que exerço sobre mim mesmo, um ser uno, com as potencialidades ativas, de onde emanam para a vida, a paz, a luz, a beleza, o amor, a fraternidade, o perdão? É daqui, que o indivíduo, como pessoa onticamente autónoma, livre e responsável, vai dialogar com a sua existência. A sua função é exigir, sem o placebo apelo a Deus (que já lá está em plenitude), a sua total evolução. Esta evolução, que caminha por superações, etapas e novas e mais ricas realidades, concretiza-se na sua integração, conexão e sintonia com o seu modelo, a autenticidade do seu ser.
O indivíduo, como pessoa onticamente autónoma, livre e responsável, ao partir da vivência do seu ser, vai evoluir para Deus. Esta evolução concretiza-se no fortalecimento da sua autêntica natureza, através das vitaminas da oração e da assimilação do corpo de Jesus. Segue-se daqui, também, o fortalecimento daquilo que, em nós, é humano pela vida fora.




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