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O legado de Madiba

«Comprometemo-nos a construir uma sociedade em que todos os sul-africanos, brancos ou negros, possam caminhar de cabeça erguida, sem qualquer medo, seguros do direito inalienável à dignidade humana – uma nação de arco-íris, em paz com ela mesma e com o mundo».

Daniel José Ribeiro de Faria
24 Jul 2013

«Comprometemo-nos a construir uma sociedade em que todos os sul-africanos, brancos ou negros, possam caminhar de cabeça erguida, sem qualquer medo, seguros do direito inalienável à dignidade humana – uma nação de arco-íris, em paz com ela mesma e com o mundo».
Estas foram algumas das palavras pronunciadas por Nelson Mandela, no dia 10 de maio de 1994, quando tomou posse como Presidente da República da África do Sul, na sequência das primeiras eleições democráticas, ocorridas no dia 26 de abril.
Num mundo em que a política tende a ser limitada a um pragmatismo errático e inconsequente, Nelson Mandela tem marcado a diferença, demonstrando que valores como a dignidade da pessoa humana, a solidariedade e a compaixão não são luxos, mas condições absolutamente essenciais para o percurso presente e futuro da Humanidade.
Nelson Mandela, carinhosamente chamado de Madiba, soube unir uma nação dividida e oprimida por décadas de discriminação racial  e de autoritarismo, soube fazer a pedagogia da responsabilidade individual e da reconciliação nacional e soube, acima de tudo, demonstrar que na luta de um grande político e de um grande líder espiritual deve haver lugar para o amor pela humanidade, para os valores que nos engrandecem e para o entendimento da vida como um acto permanente de reconciliação com a natureza e com o nosso semelhante.
Na linha de Gandhi, Martin Luther King, Buda, Sócrates, Jesus e de outros indivíduos sábios que contribuíram decisivamente para o progresso ético e espiritual da Humanidade, Nelson Mandela soube fazer da serenidade, da bondade e da capacidade de ouvir e compreender uma grande lição de vida.
Que a vida de Mandela seja um impulso inspirador para que cada um de nós assuma a sua responsabilidade na construção de uma sociedade mais fraterna, mais digna da pessoa humana, e na revalorização do amor compassivo na vida social, nos planos político, económico, cultural e ecológico, fazendo dele a norma suprema e constante da nossa atuação enquanto seres humanos que partilham o planeta Terra.
Aliás, Mandela disse um dia: «Onde houver pobreza e doença, onde houver seres humanos oprimidos, há mais trabalho a fazer. O nosso trabalho é conseguir a liberdade para todos».




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