Fotografia:
O Papa Francisco e a JMJ no Rio de Janeiro – 2013 (2)

Na semana passada, e neste mesmo espaço, procurei fazer um bosquejo sobre como começaram as JMJ e a sua evolução.

Maria Fernanda Barroca
20 Jul 2013

Na semana passada, e neste mesmo espaço, procurei fazer um bosquejo
sobre como começaram as JMJ e a sua evolução.
O Papa-Emérito Bento XVI, antes de resignar já tinha deixado o lema destas JMJ – «Ide e fazei discípulos entre as nações».
Talvez para evitar especulações o Papa Francisco I confirmou a 24 de Março a sua presença nas JMJ do Rio de Janeiro, entre 23 e 28 de Julho.
Na homilia do Domingo de Ramos – Dia da Juventude – voltou a insistir, e dirigindo-se aos jovens de Roma e de outras dioceses: “Olho com alegria para o próximo mês de Julho, no Rio de Janeiro. Vinde! Marco encontro convosco naquela grande cidade do Brasil”.
O Papa convidou os jovens a fazer uma preparação espiritual, para que as JMJ – 2013 – não fossem só ‘turismo’, mas principalmente “sejam um sinal de fé”, indo também “às periferias do mundo, da existência”.
Pensemos que estas JMJ, se realizam dentro do calendário do «Ano da Fé», proclamado pelo Papa Bento XVI, tendo começado em 11 de Outubro, e terminando em 24 de Novembro, Solenidade de Cristo-Rei.
Os serviços do Vaticano informaram que na conversa do Papa Francisco com a Presidente Dilma Rousseff, o Santo Padre manifestou a vontade de visitar o Santuário de Nossa Senhora Aparecida, em S. Paulo um dos locais de culto mariano da América Latina.
Há duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida (anterior a 1743) e no Arquivo da Companhia de Jesus, em Roma: a história registada pelos padres José Alves Vilela, em 1743, e João de Morais e Aguiar, em 1757, cujos documentos se encontram no Primeiro Livro de Tombo da Paróquia de Santo António de Guaratinguetá.
Segundo os relatos, a aparição da imagem ocorreu na segunda quinzena de Outubro de 1717, quando Dom Pedro de Almeida, conde de Assumar e governante da capitania de São Paulo e Minas de Ouro, estava de passagem pela cidade de Guaratinguetá, no vale do Paraíba, durante uma viagem até Vila Rica.
O povo de Guaratinguetá decidiu fazer uma festa em homenagem à presença de Dom Pedro de Almeida e, apesar de não ser temporada de pesca, os pescadores lançaram seus barcos no Rio Paraíba com a intenção de oferecerem peixe ao conde. Os pescadores Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso rezaram à Virgem Maria e pediram a ajuda de Deus, para que a faina fosse boa, mas não pescavam nada.
Já estavam a desistir da pescaria quando João Alves lançou a rede novamente, em vez de peixes, apanhou o corpo de uma imagem da Virgem Maria, sem a cabeça. Ao lançar a rede novamente, apanhou a cabeça da imagem, que foi envolvida devotamente num pano.
 Após terem recuperado as duas partes da imagem – chamaram–lhe a Aparecida. A partir daquele momento, os três pescadores apanharam tantos peixes que se viram forçados a voltar ao porto porque o peso da pescaria ameaçava afundar as embarcações.
Durante os quinze anos seguintes a imagem permaneceu na residência de Filipe Pedroso, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para orar. A devoção foi crescendo entre o povo da região e muitas graças foram alcançadas por aqueles que oravam diante da imagem.
 A fama de seus supostos poderes foi se espalhando por todas as regiões do Brasil. Por volta de 1734, o vigário de Guaratinguetá construiu uma capela no alto do morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de Julho de 1745.
Há relatos não confirmados de que no dia 20 de Abril de 1822, em viagem pelo Vale do Paraíba, o então Príncipe Regente do Brasil, Dom Pedro I e sua comitiva, visitaram a capela e conheceram a imagem de Nossa Senhora Aparecida.
O número de fiéis não parava de aumentar e, em 1834, foi iniciada a construção de uma igreja maior (a actual Basílica Velha), sendo solenemente inaugurada e benzida em 8 de Dezembro de 1888.
Em 6 de Novembro de 1888, a princesa Isabel visitou pela segunda vez a Basílica e ofereceu à Virgem, em pagamento de uma promessa (feita em sua primeira visita, em 8 de Dezembro de 1868), uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis, juntamente com um manto azul, ricamente adornado.
A devoção que o Papa Francisco demonstra a Nossa Senhora, vem avalizar a veracidade dos milagres que lá se têm realizado.
A 9 deste mês o Papa Francisco, declarou conceder uma indulgência, aos participantes da JMJ, «mesmo que seja espiritualmente».
Amanhã, dia 21, o Papa parte para o Rio de Janeiro para se juntar aos muitos milhares de jovens que já começaram a chegar. Quem não pode ir pode ficar a rezar.




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