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Os atores e os agentes políticos

O agente político é alguém em quem é delegada competência diversa mas de abrangência política executiva exclusiva através de nomeação, ou outro método legal, nas áreas da gestão em todas as suas vertentes e componentes; assessoria; ou outro cargo de índole política; onde a confiança pessoal e política são condição única de admissão. É um cargo que requere em exclusivo a confiança. Embora, situa-ções haja, em que a competência ou incompetência do agente deixem marca profunda no setor em que interveio.

António Fernandes
19 Jul 2013

O agente político é alguém em quem é delegada competência diversa mas de abrangência política executiva exclusiva através de nomeação, ou outro método legal, nas áreas da gestão em todas as suas vertentes e componentes; assessoria; ou outro cargo de índole política; onde a confiança pessoal e política são condição única de admissão. É um cargo que requere em exclusivo a confiança. Embora, situa-ções haja, em que a competência ou incompetência do agente deixem marca profunda no setor em que interveio.
O ator político é alguém que dá rosto à representatividade de interesse coletivo e se submete a sufrágio de forma a validar em ato eleitoral as suas ideias e opções de índole política, social e económica. Cargo para que é legalmente empossado. E que após a conclusão do processo legal completa o círculo de poder através da nomeação dos já referidos “agentes políticos”
Trata-se, em ambos os casos, de cargos remunerados.
São, essencialmente, cargos com objetivo e responsabilidade da orientação política, embora dos mesmos decorra, por lhes estar implícita, a gestão económica e financeira de quantidades consideráveis de dinheiro arrecadado em receita pública e a sua consequente aplicação em despesa corrente e investimentos públicos, também, pelo período que a Lei prevê para cada caso. Dessa orientação política resulta melhor ou pior resultado económico e financeiro. Resulta também a relação de défice ou superavit para com o exterior assim como o equilíbrio ou o desequilíbrio da relação entre a receita e a despesa das contas correntes internas. E, resulta ainda, as opções tomadas no âmbito do interesse coletivo ou do interesse individual. Entre outras.
De entre essas “outras”, nomeadamente no âmbito do domínio privado, não pode nem deve é o ator ou o agente político, pretender, e não raramente fazê-lo, substituir-
-se ao ativo económico ou social existente, e em questão, em momento algum e em circunstância nenhuma! Mais precisamente quando da sua conduta decorrem estratégias de mercado interno ou externo com influência direta na atividade dos agentes económicos e sociais envolvidos.
Não pode nem deve, porque a sua existência enquanto atores e agentes políticos, é exclusivamente motivada pela necessidade conjuntural de servirem na implementação de plataformas onde se resolvem questões e não para ser mais uma questão por resolver no “palco” onde se discute e incentiva a economia ou outra qualquer iniciativa do interesse da componente social.
Acontece, não raramente, pretenderem alguns dos agentes ou atores, sobrepor o seu parco e, muitas vezes, suposto, saber, ao saber acumulado por gerações de intervenientes no tecido económico, arrolando para si experiência e conhecimento que não possuem, estribado em retórica mais ou menos bem suportada mas de conhecimento e conteúdo especifico duvidoso e que por isso e por falta de especialização e comprometimento pessoal na exequibilidade de margem de risco, não carreia credito social suficiente á viabilidade esperada da sua ação interventora.
Talvez por isso os “elefantes brancos” na economia sejam mais do que muitos e a crise financeira não vislumbre fim.
Talvez por isso, o “Deve” e o “Haver” das contas públicas descambem a favor do “Deve” Uma vez que o exercício contabilistico ao não exigir dos seus agentes responsabilidades civis e criminais o torna num mero registo de adição e subtracção que não implica a corresponsabilização no alerta devido aos atores políticos e destes a necessária contenção que deveria ser penalizada em dobro uma vez que lhe são afetos montantes financeiros públicos.
Talvez por isso, os agentes devam ser de trânsito ligeiro e nunca solidificado. Ou pelo menos, não permitir que se criem condições de solidificação.
Talvez por isso, aos atores deva ser exigível experiência acrescida na arte.
Talvez por isso, haja agentes e atores, que nunca o deveriam ter sido!
Talvez por isso, o rio deslize ao sabor do acidente do terreno e não em função das necessidades do Homem.
Talvez por isso… O Homem deva parar para pensar.
Pensar sobre o trajeto feito. Pensar o presente. Pensar sobre o futuro que pretende!
E nesse pensar sobre o futuro que se pretende, devem todos aqueles que agregam em si responsabilidade pública, envolver a sociedade em geral, para que toda ela se comprometa nesse esforço coletivo, e por tal se sinta comprometida, e não a usual imposição da vontade de alguns que por norma redundada em fracasso e em “refundações” consecutivas dos modelos aplicados.




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