Fotografia:
O irrevogável…

Ficará para a história desta pátria politicamente abandalhada o “irrevogável” do “Paulinho das Feiras”. Afirmou-se determinante perante a sociedade portuguesa, que já percebeu as jogadas omissas na cabeça deste “felino”, ao impor o que pareceu ser uma “birra”. As portas para o Ministério dos Negócios Estrangeiros teriam que ser “fechadas” e ascender à promoção de vice-primeiro-ministro. A sua teimosia custou aos portugueses muitos milhões de euros. Como diz o outro, que se “lixe”, o que importa é o “meu umbigo”…

Albino Gonçalves
15 Jul 2013

A fotografia de Paulo Portas neste cenário de quase abandono aos problemas graves do país está cheia de manchas, que provocaram mazelas consideráveis na economia nacional. Isto parece um governo de clubites, enquanto o eleitorado, espectador, assiste passivamente ao resultado do evento “competitivo”!
O protagonista deste caricato enredo provocou um disparo de reações adversas e de manifestações de descrédito. Há quem afirme que este tipo de partidos devem ser extintos, pois não servem para nada senão como autênticas agências do despesismo do cofre do tesouro público, suportando os contribuintes a incompetência e a improdutividade dos políticos deste país.
Não se vê absolutamente melhorias na qualidade de vida dos portugueses. Assistimos todos os dias a um “assalto” aos nossos parcos rendimentos, fruto do nosso suor laboral. Historicamente, temos um governo a saciar os apetites dos agentes económicos da troika. Nunca se viu tão medonha situação, se a compararmos com outros ciclos de austeridade e de submissão à ajuda externa no passado.
O Presidente da República, aquando da sua comunicação ao país, declarou que o povo tirará ilações daqui a um ano, quando se calendarizar a data das eleições legislativas, invocando uma alegada constituição de um “governo de salvação nacional”. O povo português não é parvo, já tem as suas convicções para as demonstrar quando chegar o dia do “julgamento” do governo comandado por Passos Coelho. Estamos no momento crucial para devolver a voz ao eleitorado português, para que, “soberano”, diga se quer continuar ou não nesta forma governativa desajustada, confusa e desorganizada.
O respeito pelas pessoas tem que mudar, e Paulo Portas devia demonstrar mais humildade e sentido de estadista, e deixar-se de birras “como uma criança que a todo o custo quer um brinquedo”, fazendo chantagem com os seus pais. Talvez seja preciso dar lições de boa educação aos políticos e sensibilizá-los de que não são donos de nada, mas apenas uma “nuvem passageira”.
Estamos num vazio e numa incógnita. Estamos cansados da inoperacionalidade, estamos fartos deste ambiente nefasto às legítimas perspetivas e tranquilidade dos portugueses. As eleições antecipadas seriam o caminho mais transparente para o eleitorado se pronunciar sobre a legalidade do governo. Acabemos, pois, com a fantasia de um governo “doente”, sem nexo e já sem “bandeira”.




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