Fotografia:
Um olhar em redor

Deixando de lado, desta vez, quaisquer comentários mais alargados ao Governo que há muito deixou de o ser (o nosso), transformado num conjunto de políticos agarrados ao poder e, pelos vistos, apostados em proporcionar ao país este espectáculo degradante, indecoroso, sob a égide do próprio Presidente da República (dele disse há dias o bastonário da Ordem dos Advogados aquilo que, dito por mim, me levaria logo no dia seguinte a ter de prestar contas à Justiça que temos) opto, então, por abordar outro assunto, ou seja, o incidente relacionado com o avião presidencial que transportava Evo Morales e a sua comitiva, impedido de sobrevoar o espaço aéreo português e de outros países, sob a suspeita de que a bordo viajava também o antigo espião americano Edward Snowden.

Joaquim Serafim Rodrigues
13 Jul 2013

Entretanto, a comissão parlamentar dos Negócios Estrangeiros ouviu na terça-feira o ministro demissionário Paulo Portas (já está outra vez no Governo?) para que ele esclareça o que se passou.
É muito simples: este caso é muito diferente desse outro em que os aviões norte-americanos por aqui passavam transportando “criminosos de guerra” iraquianos e outros, onde, na prisão de Guantanamo, eram obrigados sob as maiores torturas a dizerem aquilo que sabiam e, até, o que não sabiam! Ainda lá estão muitos. Porém, connosco, não se brinca e, sempre atentos, venerados e muito obrigados (aos EUA) foi isso que levou Durão Barroso, então primeiro-ministro, a ir a correr aos Açores ao encontro de Bush e seus comparsas espanhol e britânico quando eles decidiram invadir o Iraque, contrariando mesmo as decisões da ONU. E que bem ele (Barroso) ficou na fotografia!
Retorno, mesmo sem o querer, ao nosso épico imortal Camões (regressado de Ceuta, desfigurado ao serviço da pátria e envelhecido, quase vivendo de esmolas e das rimas que fazia para que os peralvilhos da corte as mostrassem, como suas, às damas que cortejavam), já ele cantava desiludido: “Não mais, Musa, não mais que a lira tenho/Destemperada, a voz envergonhada/E não do canto, mas de ver que venho/Cantar a gente surda e endurecida/O favor com que mais se acende o engenho/Não no dá a Pátria, não, que está metida/No gosto da cobiça e na rudeza/Duma austera, apagada e vil tristeza” (X, 145).
Como tudo isto assenta e condiz perfeitamente, prezado leitor, àquilo a que assistimos hoje…
Uma breve nota histórica, por me parecer não ficar mal aqui. Afinal, aprendemos todos os dias uns com os outros, não é verdade? Acontece comigo também, pois já Sócrates (470 a.C-399 a.C) dizia “Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância”. Então, e a terminar, lá vai: A Bolívia é uma república da América do Sul, de língua espanhola, que deve o seu nome a Simão Bolivar. País enorme, pacífico, tem uma superfície superior a um milhão de Km quadrados. Compreende os elevados planaltos andinos mas também planícies amazónicas, tendo feito outrora parte do Império dos Incas e, em 1824 separou-se do vice-reinado do Peru, ou Alto Peru. Bolivar dotou o novo país de uma Constituição republicana.
Rica em preciosas madeiras, bem como de minerais (estanho, petróleo, cobre, zinco, chumbo, prata, etc.) a Bolívia vive bem, é respeitada e nunca o nome de uma capital foi tão justamente escolhido – La Paz.
E acho que chega por hoje.




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