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Roma e Pavia…

O Sp. Braga perdeu, desde o final da época transata até este momento, algumas das suas “pedras angulares”, de que Hugo Viana e Mossoró são apenas dois exemplos paradigmáticos. A impossibilidade de, na temporada que se avizinha, poder participar na milionária Liga dos Campeões, inibe, de forma perfeitamente justificável, o clube bracarense de concretizar a aquisição de grandes “vedetas” que possam, pelo menos teoricamente, suprir as perdas de alguns jogadores nucleares nas equipas das últimas épocas. Essas “vedetas”, como é mais que sabido, custam muitos milhões de euros e o Sp. Braga não deve embarcar em situações de buracos financeiros que, a curto ou a médio prazos, possam provocar sérios problemas ao clube. É, pois, razoável que António Salvador seja prudente nesta matéria, por forma a garantir a “sobrevivência” a longo prazo do clube a que preside.

Pedro Álvares de Arruda
12 Jul 2013

Estas “restrições”, sendo justificáveis, acabam, no entanto, por limitar também as perspetivas imediatas do clube e dos adeptos no que diz respeito a resultados desportivos. Na verdade, por mais otimistas que sejamos, devemos ser também realistas. E o realismo da situação aponta para limitações desportivas que não se coadunam com ambiciosos objetivos em termos de resultados e de classificação no final da próxima temporada futebolística.
Como é evidente, os adeptos e simpatizantes de qualquer clube (e os do Sp. Braga não são exceção neste particular) querem imediatos resultados desportivos – e dificilmente aceitam situações em que esses bons resultados sejam alcançados apenas ao fim de duas ou três temporadas…
Conhecedores desta ânsia dos adeptos minhotos, tanto o presidente como o treinador do Sp. Braga já fizeram saber que a equipa continuará a lutar pelos lugares cimeiros da classificação já na época que se avizinha. É evidente que se trata de um “discurso politicamente correto”, pois para adeptos e simpatizantes é isso o que mais interessa: que o Sp. Braga prossiga na senda das vitórias e atinja, em 2013/14, pelo menos um dos quatro lugares cimeiros na tabela final do campeonato.
Todavia, a situação de “vacas magras” por que passa o clube arsenalista (não só em razão da “crise”, mas também pela ausência na Liga dos Campeões) será um fator de dificuldade para a obtenção destes resultados desportivos.
Assim sendo, creio ser muito importante que os adeptos bracarenses se convençam de que a próxima temporada será uma “época de transição” – na qual Jesualdo Ferreira terá, novamente, a missão de “formar uma equipa de futuro”.
Pedir ao treinador do Sp. Braga que atinja depressa objetivos ambiciosos poderá trazer ao clube uma instabilidade difícil de superar. Esperar que a equipa “assente” e, então sim, exigir-lhe a obtenção de resultados condizentes com a importância do Clube, é, na minha perspetiva, a melhor “política” a seguir nos próximos tempos. Porque, como se sabe, Roma e Pavia não se fizeram num dia!




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