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Imagine-se

Face ao desgoverno de Portugal na crise que a todos abalroa e, que pelos vistos se irá prolongar por absoluta falta de serviços e de competências em homens de Estado, imagine-se que os partidos políticos da nossa extrema-esquerda irão continuar sonhadores, não realistas, não modernos, não servidores da Nação e com o malfadado e fanático interior da sociofobia. Imagine-se que os socialistas (?) de Sócrates e de Seguro continuam sem concretas respostas contra o acidente nacional e que continuarão com afirmações vagas, ocas, sem sumo, sem que ninguém entenda as metas que buscam e, que chama não possuam para acender a luz das trevas políticas e económicas em que nos encontramos;

Artur Soares
12 Jul 2013

Imagine-se que o primeiro-ministro Passos Coelho continua com a sua subserviência ao estrangeiro e a vender o futuro dos portugueses; a ser contestado como tem sido pelos seus “companheiros do partido”; a defender acima de tudo o seu poder em vez de defender os reais interesses nacionais, ou a querer, arrogantemente, morrer de pé como as árvores entre a floresta, deixando como Sócrates um cheiro nauseabundo da nauseabunda política actual;
Imagine-se que o malabarista e sôfrego Paulo Portas, deixa de ser beijoqueiro junto dos velhinhos a pontos de se deixar humedecer no rosto; que com os seus jeitos premeditados arranja estratégia de convencer os reformados que afinal – por exemplo, afirmar nas televisões – mas em todas – estaria endemoninhado quando afirmou defende-los e melhorar as suas mensalidades, justificando desse modo o descalabro a que foi indiferente e coautor de tamanha rapacidade social;
Imagine-se ainda que Paulo Portas, daqui até às breves/próximas eleições legislativas – como vice-primeiro Ministro – arranjava “jeitos”, porque ele tem jeito, de obrigar Passos Coelho a emigrar, de forma que sinta na pele a longitude do país e dos familiares; o de Sócrates ser rapidamente preso e ser condenado por ilegalidades económicas, políticas e incumpridor perante o seu eleitorado; que obrigava o ex-ministro Relvas a matricular-se na 4.ª classe até se doutorar, conhecendo dessa forma o duro da luta e o sabor de que o que se consegue terá de ser sempre o fruto de trabalho honrado; que descobria onde estão os milhões de euros ausentes do banco BPN e os fazia regressar aos cofres do Estado, porque dinheiro dos impostos de quem trabalha; que mandava embora aqueles elementos que ganham balúrdios, por nomeação no diário da república, entrados por sujas portas, que dão acesso a gabinetes, poços sem fundo e que são a frustração e a vergonha de quem trabalha; que mandava uma secção da polícia judiciária em busca de Dias Loureiro e que o obrigava a devolver ao Estado o que a este sacou e prejudicou; Imagine-se ainda que recolhia Vítor Gaspar para local apropriado, internando-o, para que fosse analisada a sua personalidade, carácter, grau de qualidade e de quantidade quanto à fraternidade, à justiça social, aos direitos adquiridos dos seus compatriotas e à democracia económica mencionada na Constituição e nas várias Encíclicas da Doutrina Social da Igreja; finalmente imagine-se que Paulo Portas organizava perseguição permanente aos corruptos do país, aos que mostram sinais de riqueza duvidosa, aos que fecham empresas porque estão cheias de dívidas e as abrem com outro nome na rua ao lado…
Imaginando Paulo Portas, como vice-primeiro Ministro, a demolir estes pequenos monstros que nos engolem, ele, Paulo Portas, seria o próximo primeiro-ministro de Portugal! Isso pretende e defende o Dr. Pinto Balsemão, por ter indicado Paulo Portas a um encontro anual do Grupo Bilderberg, perto de Londres, com personalidades da alta finança e com o intuito de Portas ser um futuro líder, conjuntamente com socialistas.
Conheço os anseios nacionais e oiço assiduamente os lamentos e choros do Portugal desiludido e com medo.
Neste tempo que passa, mundo de incertezas e desilusões, o mal precisa de ser ininterruptamente melhor explicado, mas sobretudo combatido e vencido. Portugal irá vencer, mas os políticos – que deverão ser bem pagos para usarem toda a competência – têm que ser sérios, respeitar os votantes, a democracia e tudo fazerem para que a justiça social exista. Se assim não for, candidatando-se, votarei em Ali Babá, pois só tem um grupo de quarenta elementos. 




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