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O princípio imperativo da criatividade (II)

O homem é o ser criador por excelência e, por isso, o único capaz de revolucionar o mundo na senda do progresso contínuo. Ele é o autor das grandes descobertas que se têm registado ao longo da História. Só é pena e condenável que muitos dos seus grandes inventos tenham sido feitos com o objetivo de serem usados expressamente para causar enormes malefícios à própria humanidade e ao nosso planeta. Mas nunca é tarde para inverter essas situações anti-naturais. Hoje em dia, constatam-se movimentos que procuram chamar a atenção dos grandes responsáveis para a necessidade de corrigir tais anomalias.

Artur Gonçalves Fernandes
11 Jul 2013

No entanto, muitas vezes, essas iniciativas não utilizam os meios mais consentâneos com os fins desejados. Por exemplo, para sensibilizar as pessoas para os perigos e danos enormes provocados pela poluição nas suas várias vertentes, fazem-se desfiles que, eles mesmos, são um atentado ao bom e saudável ambiente, produzindo, paradoxalmente, o efeito contrário ao pretendido. São as consequências da cultura moderna em que todos os verdadeiros valores se encontram deturpados e invertidos. Mas não podemos desanimar, pois o poder criador humano é quase infinito e, se nós quisermos, muita coisa será corrigida e, assim, daremos um contributo para a recuperação de boas condições de convivência entre os homens. É preciso não perder a esperança. O entusiasmo é tão importante quão necessário. Temos de nos encorajar a nós próprios até atingirmos a autoconfiança e, deste modo, enveredar pelo caminho mais correto e mais curto na persecução dos objetivos almejados. Quando andamos atrás de boas ideias, vamos mais longe e mais depressa se tiramos o pé do travão. Este é um grande método de atuação diária. De um ponto de vista funcional, as faculdades humanas podem simplificar-se do seguinte modo: Absorventes – para observar e concentrar a atenção; Retentivas – para guardar coisas na memória, a fim de se poder ir lá buscar dados, quando for necessário; De raciocínio – para analisar e decidir; Criadoras – para imaginar, prever e gerar ideias novas. Todos nós sabemos que, em qualquer sítio que estejamos, se olharmos à nossa volta, verifica-se que quase tudo foi inventado pelo homem por meio da sua ação criadora. O mundo está cheio de símbolos originariamente inventados por pessoas criadoras.
A imaginação desempenha um papel importante em todos os grandes sucessos. É um requisito indispensável para todas as grandes invenções e construções. O homem sonha e concretiza. A imaginação governa o mundo, na medida em que ela faz ver melhor e ajuda a aperfeiçoar a inspiração. Quando a luz da imaginação deixa de brilhar, o entusiasmo arrefece e morre. Quem não experimenta o poder impulsionador de um grande sonho está condenado a uma vida frustrada. A visão para além do presente abre o caminho para um amanhã novo e melhor. O que dá coragem às pessoas são as boas ideias. Na sua vertente criadora, o homem também compartilha com os outros um pouco dos seus inventos. Esta participação proveitosa concretiza-se na utilização que todas as pessoas podem fazer, em parte, da obra que os grandes criadores deixam, como na ciência, na moral, na arte, na música, na literatura ou, numa palavra, na cultura e nas grandes invenções e descobertas. Devemos ter a humildade de nos sentirmos gratos a todos esses criadores que nos legaram um património incalculável de progresso e sabê-lo aproveitar condignamente e, durante a nossa existência terrena, assaz efémera, esforçarmo-nos por dar um grande contributo para o seu enriquecimento. Nós temos também fortes capacidades para realizarmos uma grande obra e deixá-la em condições de contribuir também para benefício dos outros. Sejamos dignos de todos os homens que marcaram o destino da História.




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