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Uma sociedade mais esclarecida

O Movimento Revolução Branca,(MRB), tem sido, nestes últimos tempos, uma voz credível e corajosa no combate efectivo às causas reais que conduziram o país à situação de emergência e de bancarrota. Portugal está a atravessar um período mau e negro da sua história e chegou ao ponto de impor uma agenda de pesados sacrifícios a uma boa fatia de portugueses com as inevitáveis perdas de qualidade de vida, numa tentativa infrutífera de inverter ou pelo menos atenuar a marcha acelerada do descalabro. Neste imbróglio social e nesta insensatez governativa, como era perceptível e expectável, não há culpados nem há responsáveis. Incrível! Quem vier atrás que assuma o ónus das incompetências, das dívidas e de toda a tralha envenenada que foi espalhada ao longo de muitos anos.

Armindo Oliveira
6 Jul 2013

Este grupo cívico, de intervenção política e social, pugna activamente pelos valores da democracia, pela clareza do jogo político e pela consciencialização dos cidadãos, perante os atropelos grosseiros cometidos pelas diferentes governações que têm violado sistematicamente a confiança do eleitor e rompido com os compromissos expressos e assumidos nos programas com que se apresentam nos actos eleitorais. A denúncia objectiva e concreta de casos envoltos em negócios duvidosos, intermediados por personalidades de topo na política nacional, tem merecido destaque assinalável na exposição e na consciencialização da opinião pública, como forma de rejeitar este tipo de comportamentos que em nada abona a transparência e a seriedade do regime. Os resultados alcançados para apanhar os prevaricadores das desastrosas governações têm sido nulos. A impunidade funciona em pleno. Uma coisa, porém, é certa: vivemos em democracia e temos, por isso, o direito e o dever cívico de exigir aos decisores da coisa pública muito respeito, verdade e sensatez.
O MRB tem denunciado, sem evasivas, situações delicadas de corrupção que envenenam as instituições do Estado e tem-se empenhado na luta, sem tréguas, aos dinossauros autárquicos que ainda não perceberam que a democracia se valoriza, se consolida e se dignifica com a alternância do poder, com a mudança efectiva de protagonistas, com estratégias inovadoras e com programas arrojados e mobilizadores. Sempre os mesmos no poder é sinal claro de estagnação, de obsolescência e provoca o estafado e repugnante clientelismo. Basta!
Os casos mediáticos das candidaturas às Câmaras do Porto e de Lisboa, corporizadas pelos políticos refractários, Luís Filipe Menezes e Fernando Seara, estão na primeira linha das preocupações do Movimento da Revolução Branca. Não é com desvios grotescos que a ideia e o espírito da lei de limitação de mandatos podem ser, por conveniência, violados por políticos que não conseguem separar-se da cadeira do poder. Os monos autárquicos terão que ser arrumados nas prateleiras das velharias para dar lugar a gente nova com outro estofo e com outra energia. É preciso, de facto, colocar um ponto final nesta polémica sem sentido e sem motivo concreto para uma discussão positiva. Faça-se ouvir o Tribunal Constitucional.
Afinados pelo mesmo diapasão, estão todos aqueles autarcas, segundas linhas, às vezes mais incomodativas e mortíferas para a idoneidade da democracia do que as primeiras, uma vez que se vão arrastando e se revezando nas Câmaras nos lugares de assessores, de administradores de empresas municipais, de vereadores e vice-presidentes. É aquilo que se chama “vira o disco e toca o mesmo”.
Pegando ainda no disco rompido e muito arranhado da música do apego desmesurado ao poder não é nada aceitável, nem admissível que haja gente que se candidate a um cargo autárquico que tenha sobre si processos judiciais a decorrer. Não é, de modo nenhum saudável e desejável para um Estado democrático de matriz ocidental que a Justiça não resolva estes processos em tempo útil para não se permitir a eleição de pessoas em situações de fragilidade na sua imagem e que possam provocar constrangimentos ao eleitor.




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