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Uma aljava cheia de setas

Não é primeira vez que recorro a Jeffrey de Archer (J.A). A escolha não tem a ver com os contos, embora pudesse desenvolver a Crónica à volta do título Golpe de Estado. Ocorre também em país de bananas; é algo que ansiamos para nos livrar do inefável CPP. A modos como em Itália Mário Monti, chegou ao poder ou na Grécia o tomou Lucas Papademos. Já que o estático Chefe de Estado não age, e não age Paulo Portas a coberto de um patriotismo contra o saber do Povo: Ser Patriota não é ser idiota.

Gonçalo Reis Torgal
5 Jul 2013

Em suma, a Aljava de J.A. só guardará as setas a atirar ao despropósito que por aí vai. Isto escrevera eu. Seguiam-se setas em vários sentidos. O tsunami político que assola a costa leva a recolhê-las e lançar contra outros.
A primeira para CPP. No JN, concorri com a quadra: S. João olha o COELHO,/E o que nos anda a roubar./Os PASSOS deste fedelho/Nem S. PEDRO os vai parar. Nem menção honrosa. O tempo, porém, realça-lhe a verdade. Não o parou S. Pedro. Não o parou a demissão de V.G.. Não a aproveita. Insensato, teimoso, faz Ministra das Finanças a Secretária de Estado que devia exonerar. Objectivo, continuar a política de austeridade que levou o País a miséria. Não o parou a demissão de Paulo Portas, fim do fim. Foi à TV. Debitou lugares comuns. Reconheceu a instabilidade. “Quem semeia ventos colhe tempestade” Insistiu em ter o apoio dos portugueses. Tola insistência. Teimou no ter herdado difícil situação – piorou-a. Afirmou sensibilidade – porém, sempre foi insensível ao penar do Povo. Disse manter-se por não querer “desiludir o País” – desiludiu-o há muito. Sabe dos sacrifícios de Todos. Que Todos? Garantiu “empenho democrático” – Onde? Nas leis anti-democráticas, por ódio aos “velhos”? Ninguém o pára! É comédia que acaba em farsa ou farsa que acaba comédia, oxalá não tragédia. Nunca respeitou alguém. Diogo Freitas do Amaral disse: “estamos entregues a um bando de irresponsáveis.” Verdade total! CPP face à crise, que provocou ou não, mostra-se como sempre: desumano, sem sensibilidade nem respeito, incompetente, falho de senso, desligado do País real. O Portugal em que teima é abstracto, vazio de conteúdo: Povo roubado, na miséria; Língua Pátria vendida em vil A.O.; Território negociado a pataco. País rendido; hipotecada, como nunca, a soberania. CPP cedo mostrou o que era e iria ser. Não o pararam. Comanda o Bando de irresponsáveis. Fecha-o o PR que nada sabe e nada faz. Constança Cunha e Sá di-lo “verbo de encher”; Ana Sá Lopes “ministro sem pasta”; Miguel Sousa Tavares palhaço. O tribunal não reconhece insulto ou difamação.                      
Irresponsável Paulo Portas/CDS. Para não se afundar sai em desacordo com a política de V.G. que segue com M.ª Luís Albuquerque. Golpes de rins, vergando a coluna. Pergunto: como levou dois anos a reagir à política de austeridade, anti-programa que defendeu, e cedo se viu conduzir à recessão, desemprego, aumento da dívida e défice?
Irresponsável ou incapaz a Oposição. Principalmente o PS. Seguro não vai além da verborreia geral. Sobre a Greve dos Professores não tem ideias. Sobre a política de austeridade, mesmo se feroz e eivada de ódio contra reformados, não passa do: “quem calçou a bota que a descalce.” Nunca uma palavra clara que definisse outra política. E é esse PS que pede maioria absoluta?! O rotativismo faliu há séculos. O país não resiste ao volver à estaca zero de quatro em quatro anos.
Irresponsável a maioria agarotada que manda na bancada PSD/CDS. Onde está a gente séria que ainda lá tem assento? Porquê renegar ao democrático controle do Governo e deixar-se, subserviente, controlar por ele? 
O Papa Francisco, insistindo que a Igreja não pode lavar as mãos como Pilatos, disse, não há muito: “A política é uma das mais altas formas de caridade.”
Diz S. Paulo, na notável Carta aos Coríntios que sem Caridade nada somos. Ora caridade é algo alheio ao espírito cabotino do imparável CPP. É o NADA e o eterno não cumprir-se PORTUGAL.




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