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Outro Ponto de Vista…

O princípio enunciado pelos romanos, referindo-se ao povo que deu origem à nação portuguesa de que não se sabiam, nem se deixavam governar, ganha particular acuidade nos tempos que correm. Depois do desastre da governação socrática, que implicou fruto da irresponsabilidade, a sujeição aos ditames do triunvirato, transformando-nos num protetorado, eis senão quando, depois de dois anos de algum desnorte e quando muitos perderam quase tudo, até mesma a dignidade do humano, um parceiro fundamental da atual coligação, o CDS, resolve provocar uma crise cujas consequências serão terríficas.

Acácio de Brito
5 Jul 2013

Percebe-se hoje, como ontem que as coisas no seio da atual maioria não estariam, no seu melhor.
Entende-se mesmo a dificuldade de Paulo Portas em ter que lidar com a menoridade de alguns, pela impreparação que deram e dão mostras, mas apesar dos pesares, o País deveria estar primeiro.
O que parece e, em política seguindo o pensamento de muitos, é de facto, estamos perante um exercício de pura e injustificada garotice.
Não se proclama que se é um homem de estado, a prática do quotidiano na gestão da coisa pública é que nos faz merecer o epíteto.
A arte da governação não se compadece com estados de alma.
A responsabilidade do governo obriga-nos a um esforço e um sentido de serviço, necessariamente abnegado.
O serviço público aos outros deve obrigar-nos à transcendência do devir mais imediato.
Não. Não se justifica uma crise neste momento.
Não. As forças de esquerda, mais conservadoras e retrogradas do mundo ocidental, não têm um pingo de razão.
Não. O Partido Socialista deve ser ouvido, até porque é um dos responsáveis e promotores do memorando assinado em maio de 2011 com quem nos emprestou dinheiro, mas o que pede atualmente, eleições antecipadas, revela uma irresponsabilidade de quem não se encontra preparado para ser governo.
Ao Presidente, exige-se que atue com firmeza e determinação.
O País ficará a perder e cada um de nós perderá muito se não tivermos nos homens de governo o sentido de estado de que estas crises só servem para nos afundar, ainda mais.
Finalmente, ainda creio que a ética da responsabilidade prevaleça e que de algum modo, dada a gravidade do estado do país, tenha prevalência sobre a ética das convicções.

PS – Nas próximas duas semanas, em período de descanso, não haverá “outro ponto de vista”. Levo na minha bagagem o pensamento expresso por Júlia Vale “A democracia constrói-se respeitando as instituições. A falta de respeito pelos outros é clara ausência de ética”, acrescentando-lhe, apenas, que a “democracia constrói-se, também, respeitando as opiniões, que podem ser contrárias, de outros.”
A todos, também, os votos de boas férias.




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