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O princípio imperativo da criatividade (I)

Todos os indivíduos, sem exceção, têm a faculdade de ser criativos. Quanto mais imaginação criadora aplicarmos à nossa vida quotidiana mais eficientes e construtivos podemos ser. Neste caso, poderemos reduzir cada vez mais os atritos pessoais e sociais e vencer as várias dificuldades que encontrarmos. Afirma Erich Fromm: “Criatividade é a faculdade de ver (ou de ser consciente de) e de responder. O homem é um ser criador, e este atributo tem sido a única razão justificativa da sua possibilidade de erguer uma civilização num deserto, e grandes cidades industriais em grandes espaços vazios à beira da estrada”.

Artur Gonçalves Fernandes
4 Jul 2013

O homem deve saber adaptar os elementos da sua natureza a todos os fins imagináveis para seu benefício e bem-estar. Há uma felicidade que deriva do esforço criador e que consiste na satisfação de sonhar e de construir, seja pintar um quadro, escrever um poema, cantar uma composição musical, maquinar uma nova invenção, construir ou comprar uma casa que imaginou, adquirir um automóvel ou criar uma grande empresa. Numa palavra, a pessoa humana sente prazer quando evolui positivamente na sua profissão. “A imaginação – disse Albert Einstein – é mais importante que uma ciência. Porque a ciência é limitada, ao passo que a imaginação abarca o mundo inteiro”. O homem tem as ideias mais geniais quando está totalmente descontraído. Nesses momentos de descontração parece que o espírito se abre e dá origem a novas ideias. É verdade ser necessário muito trabalho para dar corpo a uma ideia e fazê-la aceitar, mas a ideia em si nasce facilmente e como um relâmpago. O potencial da imaginação é quase ilimitado. Recordemos o caso de Júlio Verne que raramente deixou o sossego da sua casa, mas verificou que a sua imaginação o podia fazer andar à roda do mundo, percorrer 20.000 léguas submarinas e até o transportar à Lua. Aos que troçavam das suas ideias Júlio Verne respondia: “Seja o que for que um homem é capaz de imaginar, outros homens serão capazes de realizar”. E os especialistas americanos da Nasa vieram-lhe dar razão nas décadas de 50/70 do século passado. O homem bem sucedido tem uma imaginação fértil. A parte mais importante de uma pessoa é o seu espírito imaginativo e inteligente que está cheio de capacidade criadora. Todos os progressos e realizações processados até hoje refletem uma enorme história de imaginação criativa; todas as religiões, obras de arte, especulações financeiras, empresas comerciais ou industriais, cada barco à flor da água, cada ponte a ligar as margens circundantes de águas, cada avião a cortar o espaço, e todas as descobertas científicas devem a sua origem, o seu primeiro impulso e o seu desenvolvimento ao exercício desse estranho dom da imaginação, com o seu poder de formar mentalmente as coisas tidas antes como impossíveis. Cada pessoa deve guardar no seu dossiê os seus melhores pensamentos e as suas melhores ideias, pois lhe poderão vir a ser muito úteis em trabalhos futuros. Alguns autores têm uma caixa ou qualquer outro recipiente (ou o próprio computador), para onde vão deitando pensamentos ou ideias que, tempos mais tarde, lhe poderão vir a fazer muito jeito. Assim fizeram os génios da ciência, que se levantavam de noite para registar as ideias que lhe surgiam naquele momento. As ideias aproveitáveis perpassam pelo espírito e fogem depressa. Algumas delas talvez não voltem mais. Alex F. Osborn, guia notável no campo criativo, escreveu: “A instrução não é um factor vital. Muitas pessoas altamente treinadas são estéreis sob o ponto de vista criativo, enquanto outras obtêm resultados extraordinários apesar da ausência quase total de instrução convencional. O nosso pensamento criador exige uma atitude positiva …”. A imaginação criadora desempenha um papel importante em todos os grandes sucessos. A imaginação gera a visão; e sem esta não pode haver nem verdadeira vida nem progresso realmente benéfico e duradouro.




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