Fotografia:
Uma história infantil

Vinha num jornal diário há poucos dias. Era a imagem de duas bebés, de menos de 1 ano, sentadas numa cama, uma em frente da outra, a dar gargalhadas incessantes, com as mãos gorduchas a tocarem-se. O título era “Bebés conversam às gargalhadas”. É referido que essa “conversa” foi visionada e ouvida através de vídeo que entrou nas redes sociais e que apenas em 7 dias foi visto por mais de meio milhão de pessoas. Muito interessante, com certeza! Não o vi, mas imagino a cena infantil!

Manuel Fonseca
30 Jun 2013

Nessas duas bebés está estampada a beleza da criação, da inocência pacífica e otimista. Um apelo à humanidade para a paz, a união, a alegria e a todas as formas que ajudam um mundo melhor, sempre vivo e animado.
Na inocência dos pequenos está patente o ideal do ser humano, sem ódios, vinganças, injustiças, atropelos e preocupações.
No seu sorriso fala Deus aos homens do nosso tempo, num mundo cheio de convulsões sociais, guerras e violências, em que os mais fortes e astutos procuram alcandorar-se ao poder, à fama e ao dinheiro através de todos os meios, inclusive dos mais secretos, astutos e vergonhosos.
Tinha razão Cristo ao afirmar que dos pequeninos é o reino dos Céus e dos que se parecem com eles. E cominou as maiores ameaças sobre os escandalosos e violadores desses seres. Melhor seria que lhes atassem ao pescoço uma mó puxada por um asno e os lançassem ao fundo do mar.
Mas a atitude das duas bebés pode ter outras interpretações. Na sua inconsciência poderiam gargalhar das tolices e palhaçadas dos adultos. A fazer-lhes um convite para a introspeção dos erros e burrices de todo o tamanho que eles cometem.
As duas bebés terão ainda mais oportunidades de repetirem as gargalhadas. E oxalá as possam fazer por muitos anos, mormente da infância. Mas também terão de chorar muitas vezes e permitir que seus rostos belos e fofos se cubram de lágrimas. Nem sempre as coisas corram de feição e as condições físicas não sejam as melhores. Não estão isentas das maleitas que visitam novos e velhos.
Mas que isso não aconteça por culpa dos adultos, por maus tratos ou carências materiais. Neste âmbito não são só eles responsáveis, mas também governantes e a sociedade em geral.
E muito haveria a lastimar neste domínio.
Não esqueçam que o rosto dum bebé é o rosto de Deus a agradecer-
-nos todo o bem que fazemos aos outros, principalmente aos mais pequeninos.

Quadra ao último recém-nascido bebé:

Ó vós que agora chegais,
Salvo de imensos chacais:
Crescei e empunhai o bastão
Em prol de qualquer irmão.




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