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Outro Ponto de Vista…

O final da greve dos professores que se saúda, ainda deve merecer alguma pausa reflexiva, não só pelos transtornos vários que causou como, também, pelo modo como finalmente o MEC chegou a acordo ou, ao entendimento com as diversas estruturas sindicais. Não obstante, em rigor e em nome de uma honestidade intelectual que deve prevalecer alguns reparos reflexivos:•?Não deve ser objeto de esclarecimento público as razões que levaram os ditos representantes dos docentes a concordar com as mesmas propostas que mereceram discordância desde
meados de maio?

Acácio de Brito
28 Jun 2013

• Ou será, porque esta semana fecha a plataforma onde se indicam os ditos representantes que beneficiam do facto de serem requisitados para trabalho sindical e estão dispensados do seu verdadeiro mister que é lecionar?
• Ou será, ainda, que perceberam que neste braço de ferro com o MEC os levariam, alguns, muitos dos militantes sindicais mais aguerridos, a terem que ir para uma escola e aí fazer aquilo que há muito deveriam fazê-lo, isto é, ensinar no sistema público de ensino?
Sinceramente não tenho resposta, mas tenho dúvidas sérias e inclino-me para que os mesmos manipuladores da classe docente preferiram acautelar os seus reais interesses mais particulares.
Aliás, seria de bom-tom para o melhor funcionamento democrático que o governo através dos meios que dispõe, divulgasse o número e, já agora o nome, dos defensores da classe docente que têm beneficiado de requisição, não para trabalharem no que devem, mas para serem os profissionais da contestação.
Bem sei que é tudo circunstancial e não passa de uma mera coincidência, mas saber que os pedidos para a requisição terminam estes dias e a conclusão do entendimento, não pode deixar de criar algumas dúvidas.
Afinal o proclamar da escola pública, os interesses dos alunos e outros mais, não passam de verborreia que mais não quer do que servir interesses particulares e, outros mais escondidos, a exemplo do cumprimento da agenda de forças que no voto do povo são claramente excluídas.
O tempo é de se saber o porquê de serem os impostos de todos os contribuintes utilizados para pagar as remunerações dos contestatários de serviço.
O tempo é de se saber quanto nos custa, aos contribuintes, a manutenção de estruturas que não acrescentam coisa alguma ao bem comum.
Exemplo perfeito de parceria público/privada esta promiscuidade entre os sindicatos que devem ser associações privadas, alimentadas pelos seus associados, e o público contribuinte que nada deveria ter a ver com estes senhores.
E, em nome de algum rigor e sem nenhum preconceito ideológico, Maria de Lurdes Rodrigues, antiga ministra da educação, criou alguma ordem reduzindo drasticamente os requisitados para o “trabalho sindical”.
Poderia ter ido mais longe… inviabilizando qualquer requisição ou destacamento.
Que mais não seja em nome e na defesa de todos nós e em última instância de uma melhor educação para todos, o tempo é de alterar algumas surreais situações que vão prevalecendo e com custos tão elevados para o País.




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