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O valor das palavras

É necessário reflectir na importância das palavras, no seu significado, na utilização e na forma como se escrevem. O que é a palavra? É a unidade de sentido constituída por fonemas organizados numa determinada ordem, e que geralmente é delimitada por espaços brancos e não admite a inserção de outros elementos; é termo, vocábulo. É ainda, faculdade de falar, doutrina, ensinamento, promessa verbal, sentença, expressão conceituosa, opinião, parecer, afirmação, recado, mensagem, exortação, permissão de falar.

Adão Gomes Pereira
28 Jun 2013

Palavra dada deve ser cumprida, medir as palavras, falar com prudência; palavras leva-as o vento, o que se diz e não é escrito esquece facilmente; ter dom da palavra, falar bem; e ter dotes oratórios.
Antes de aprendermos a formação, constituição das palavras, precisamos de conhecer para ler, as letras; o alfabeto.
O alfabeto é o mesmo que designamos abecedário. É a ordem ou disposição convencional das letras de uma língua. Conjunto das mesmas letras. Rudimentos de qualquer ciência ou arte. Qualquer série convencional. Pessoa que tem instrução (por oposição a analfabeto).
É através da aprendizagem das letras que formamos as palavras para aprendermos a desenvolver e redigir frases, temas, acontecimentos, redigir um texto. Depois, se gostamos e queremos aprender mais e melhor, inovamos, expômo-nos, damos a cara, mostramo-nos aos outros, o jornalista e escritor.
Há palavras que são fortes, agressivas e magoam muito; que ofendem, queimam, sugam-nos e são azedas.
Outras, são boas, pedem desculpa, acariciam.
As palavras boas e más constroem-se de tantos discursos para os mais variados fins (filosófico, político, educativo, publicitário…) que acabamos por esvaziá-las do seu sentido, e, perturbando e até impedindo a comunicação.
É necessário mondar as palavras. Urge mondar as palavras para que só as boas frutifiquem. Urge mondar as palavras, porque  silêncio também fala. Muitas vezes, é necessário não falar, não usar as palavras. Precisamos e devemos aprender o silêncio das palavras. O silêncio também fala.
A força que as palavras têm. Aqui, as palavras apontam a intenção, e o problema é de não comunicação, ou a palavra adulterada. Há uma diversidade de palavras, que são transmitidas e usadas nos discursos. Há discursos que se tornam imortais. Discursar, exige sabedoria, à vontade, confiança, segurança, expressividade. Discursar, deve ser tentar, criar e cativar e querer que nos oiçam.
Há oradores, comunicadores que são cativantes, têm a faculdade de falar, prendem-nos ao seu discurso. O saudoso professor e historiador José Hermano Saraiva tinha o dom da palavra, ensinava-nos, cativava, prendia, ficávamos bem dispostos e interessava-nos pelo que transmitia. Os seus gestos com as mãos, usava a palavra meticulosamente, com entrega e prazer total.
Outrora, palavra dada era cumprida. A palavra de honra bastava para um negócio, um empréstimo. Ainda há pessoas que cumprem a sua palavra dada. Da minha parte, quem confia na minha palavra como compromisso, sabe que cumpro. Lamento constatar que, muitos seres humanos não usam a palavra, não falam. Devemos esforçarmo-nos por os compreender.




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