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Tempo de prodígios

O ministro Poiares Maduro veio para marcar a agenda política, a do governo, claro, e tem-no conseguido, talvez não como tivesse em mente mas como as suas declarações bombásticas, que ele pretende encorajadoras e que lhe trazem alguns amargos de boca, o encaminham, por indução…. Depois do conselho de ministros extraordinário, mais um, de Alcobaça, para assinalar o 2.º aniversário do governo – que Marcelo no seu comentário de domingo, havia de arrasar como sendo “mais um tiro nos pés” e até insinuou, com graça, que este governo tem um talento especial para a asneirada: ”cada cavadela sua minhoca!” – o nosso ministro afirmou, seráfico, “queremos oferecer esperança aos portugueses, mas sempre fiéis à verdade”.

Maria Helena Magalhães
26 Jun 2013

Ora aí está uma coisa que a gente agradece, falar verdade. E deve ser por isso, fidelidade à verdade, que o governo quando proclama só anuncia desgraça, embora quisesse oferecer esperança…  Pois……
A Poiares Maduro havemos de voltar, outro dia, mas o “sempre fiéis à verdade” ficou a retinir. Percebe-se melhor o que até agora parecia querer “fugir com o rabo à seringa” em maré de eleições autárquicas. As eleições são só em Setembro (29) mas as máquinas partidárias já estão alinhadas na recta da partida. E os candidatos já andam numa roda-viva a prometer o que jamais serão capazes de fazer, ou porque, eleitos, depressa se esquecem ou porque não os deixam fazer – as lógicas partidárias têm razões que a razão desconhece. A tudo isto se assiste, e não tem nada de surpreendente, parece é que as candidaturas independentes estão a aumentar a olhos vistos, e só quem o é sabe as linhas com que se tem de coser: as dificuldades são mais que muitas; as leis eleitorais são feitas por partidos para os partidos. Que mudança é esta que faz com que os candidatos dos partidos no poder deles se distanciem e nem com eles se queiram identificar?!  Alguns, como o candidato à Câmara do Porto L. Filipe Menezes,  nem o símbolo do partido querem ver nos cartazes! Os candidatos socialistas, por sua vez, andam a apregoar vitória, dizendo que estas eleições serão um referendo ao governo. E tanto se arriscam nesse cálculo que podem virar o feitiço contra o feiticeiro: se a derrota não for tamanha o governo vai usá-la como confirmação da sua apregoada, e tão amaldiçoada, legitimidade. Pois…
Em Braga, o candidato socialista eclipsou o, ainda, presidente da Câmara. Dantes pegava-se num jornal da terra e era difícial não encontrar várias páginas com notícias e/ou fotografias de Mesquita Machado. Agora, pega-se no jornal e tropeça-se no supositivo candidato a fazer as honras da casa e mais adiante no candidato em azáfama de campanha: Vitor Sousa assume a sua obiquação de forma exemplar! Fica a dúvida, persistente e metódica, de saber como se destrinçam ambas as funçôes, como e por quem são pagas. Pois…
Em tempo de prodígios quem se atreve a vaticinar?




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