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Outro Ponto de Vista…

Não deixa de ser curioso e sintomático dos tempos que correm, que os mesmos que de modo recorrente e frequente perdem nas urnas, sejam aqueles que mais barulho e perturbação fazem e de modo não democrático se permitem proclamar razões em que só os próprios percebem alguma razoabilidade. A manipulação grotesca que alguns têm feito, nomeadamente com a condução dos professores a formas de luta que em nada saem dignificados é razão desta nossa crónica. Não tenho dúvida nenhuma que aos professores assistem razões ponderosas para o seu desencanto.

Acácio de Brito
21 Jun 2013

Tenho mesmo a certeza cartesiana que as suas razões de desencanto têm substantividade e que lhes assiste mesmo o direito de o manifestar.
Ora, isso não me inibe de considerar, também, que quem tem liderado a “pseudo luta” dos docentes não é mais que um militante do Partido Comunista, comprometido com os seus objetivos e que sobre a educação sabe coisa nenhuma, ou apenas naquilo que lhe interessa.
Também não deixa de ser curioso o facto de os mesmos docentes contarem com cerca de 14 associações sindicais de defesa dos seus interesses.
Interessante!
O que nos deve levar a perguntar quem paga as remunerações dos ditos sindicalistas profissionais.
Não seria mais curial que os seus pagamentos fossem suportados pelos seus associados?
A resposta é que é dos nossos impostos que saem os seus pagamentos e os profissionais da contestação, constantes, são pagos como se fossem ou exercessem funções de docência nas escolas.
Aliás, o militante comunista Mário Nogueira, segundo julgo saber, foi em tempos remotos, professor primário, deixando o seu “mister” do qual é devidamente remunerado, há longo tempo.
Mas, segundo parece, é um entendido na educação!
Ora, entristece-me que tantos com tanta razão se deixem manipular por uns poucos que se encontram ao serviço de forças a quem não interessa que se resolva coisa alguma.
Existem problemas na educação? Claro que sim.
Aos docentes assiste-lhes razão? Obviamente que em alguns dos aspetos, sim!
Aliás, como parte integrante da Administração Pública, têm sido maltratados, enganados e ludibriados por esta maioria que atualmente se encontra no poder.
Mas não se confunda a árvore com a floresta, não se procure enganar todos e ao mesmo tempo.
Os tempos de hoje são de sacrifícios mas, também são de oportunidade para a resiliência de quem todos os dias contribui para um futuro melhor.
Esses são os professores. O melhor instrumento para levar a cabo uma verdadeira revolução de mentalidades.
Que não se podem perder na espuma dos tempos que correm, porque demasiado breves e efémeros nas causas e profundamente substantivos nos efeitos.
Os alunos não podem nem devem ser cobaias de interesses mesquinhos de lutas menores nem os professores se devem deixar instrumentalizar.
Contudo, assiste-lhes a razão substantiva de continuar a sua luta, denunciando mesmo, a incompetência de que, também, têm sido vítimas.
E no momento democrático certo, nas eleições, dar a resposta adequada aos “vendedores de ilusões”!…




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