Fotografia:
A nossa terra…

Todos temos o dever, mas também o direito de nos preocupar-mos com o que se passa à nossa volta. E não são apenas as questões ideológicas e os partidos políticos que motivam ou não comportamentos, somos todos nós, no exercício pleno de cidadania que devemos participar nas questões que afectam a sociedade em que estamos inseridos. Devo manifestar com agrado o recente evento “romano” que motivou durante dias, uma romaria no centro histórico da cidade, aproveitando para sugerir que outros eventos se desenvolvam para dinamizar o comércio local e devolver à cidade o movimento que ela reclama.

J. Carlos Queiroz
21 Jun 2013

A nossa terra, perdeu um dia o eléctrico, estruturou a cidade  para a modernidade, porventura alargando fronteiras e deixando a parte histórica um pouco abandonada. Tempos e ventos da mudança, que originaram porventura uma cidade diferente, com opiniões contraditórias sobre opções tomadas, mas certamente com uma ideia positiva no contexto geral de desenvolvimento  da cidade. Agora aproximam-se de novo eleições e apesar da crise, surgem novos candidatos, certamente com planos e projectos para cativar aderentes e colher o necessário voto.
O país apesar de cansado dos políticos, sempre se motiva por estas eleições que diferem um pouco das restantes e são aquelas que estreitam uma maior proximidade entre eleitores e eleitos. Como sempre, em volta dos candidatos posicionam-se aqueles que ou são da sua confiança política ou se tornam seus apoiantes, porque na verdade, estamos perante jogos de poder e necessariamente de novos interesses, novas oportunidades e amizades! Sejamos pois razoáveis na hora de escolher e tenhamos presente que, o país está endividado, pobre e com um desemprego assustador, de tal forma que, realmente nenhum cidadão eleito, por muito carismático ou influente que possa ser, terá o condão de modificar de repente este estado de coisas.
Os nomes, as pessoas, as influências e mesmo a vontade política, sempre serão importantes, mas devemos estar conscientes e preparados para as dificuldades que resultam do país que somos e dos desafios que estamos a enfrentar. Ninguém muda a economia e as circunstâncias políticas em que vivemos, apenas com um voto autárquico ou com a vontade de alguns políticos do poder local. A nossa terra faz parte de um país, que no seu todo está doente, a medicação terá pois de ser aplicada ao país real e prometer começa a não ter sentido, quando as limitações são muitas e os cidadãos vivem mal. Temos obviamente de deixar o ar pesaroso e indignado, porque as crises são normais, frequentes e até nem são o fim do mundo, sendo certo, lamentos, zangas e desesperos são agora ridículos e prejudiciais, porque o caminho será sempre de trabalho e luta.
São muitos os culpados da situação económica do país, alguns evidentes, outros passaram incólumes ou quando muito, ficaram conhecidos por maus governantes, mas seria muito estúpido quando o país está  caído, alguém instaurar controversos processos de responsabilização, retomando discussões longas e quase sempre ineficazes. É tempo de deixar as fantasias, as ilusões,  porque o remédio existe e passa por gastar menos, tentando organizar e planear o país, em conformidade com o que ele tem e produz, tendo ainda  de pagar o que deve. Importante será sempre não esquecer os que  mais necessitam e sofrem, aqueles a quem a cise destruiu  ou colocou na pobreza, competindo ao país dar resposta, assumindo apenas o dever constitucional de solidariedade.
Dizer que continuamos em crise, nunca será novidade, agora o importante é sair dela. A nossa terra, terá certamente alguns candidatos mais ou menos mediáticos, porém a todos compete ter presente as necessidades dos cidadãos, num contexto social de enorme dificuldade onde a autarquia vai ter de  estar presente, não ignorando as carências sociais e a solidariedade tão necessária  num momento dramático da vida das famílias.
Que o combate político decorra tendo presente os problemas das pessoas e sobretudo apresentando medidas capazes de criar emprego e manter postos de trabalho. Prometer sim, mas dentro das razoabilidade e prudência que o momento  aconselha. A nossa terra afinal faz parte do país endividado e pobre.




Notícias relacionadas


Scroll Up