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Chamem a polícia…

O problemático acesso ao Hospital de Braga em sentido ascendente e descendente tem sido debatido com persistência nas páginas da Comunicação Social, devido, essencialmente, ao estacionamento abusivo nas faixas de rodagem, numa clara violação ao Código de Estrada. Esse comportamento reprovável dos condutores infratores revela uma atitude de anti-cidadania, pois sabem das consequências que podem surgir pela presença de automóveis indevidamente parados numa via por onde passam continuamente veículos de emergência.

Albino Gonçalves
17 Jun 2013

Muitos desses prevaricadores, de os ânimos exaltados e de “cabeça quente”, culpam a “Escala Braga” por, presumivelmente, impedir o parque aos seus utentes. Ora, é sabido que a maioria daqueles que se dirigem ao Hospital beneficia de parque grãtis durante um período de 20 minutos.
O que nos espanta e nos deixa céticos é a presença passiva de veículos da Polícia a circularem constantemente em direção ao Hospital de Braga e em sentido inverso, testemunhando as largas dezenas de veículos estacionados indevidamente nas faixas de rodagem ascendente e descendente! Como é possível que a entidade fiscalizadora e autuante tome uma atitude de passividade, não cumprindo o dever de disciplinar os incumpridores do Código de Estrada?
Há uma série de inconvenientes nesta matéria e importa repor a normalidade naquelas vias através de uma intervenção policial consistente, contínua e não ocasional. Se a PSP não tem meios, quer em recursos humanos quer de equipamento para eliminar definitivamente o estacionamento abusivo de automóveis junto aos acessos ao hospital bracarense, então não caberá à Polícia Municipal dar o seu respetivo contributo nesse apoio?
Não podemos continuar a pactuar com este cenário doloroso para todos os automobilistas cumpridores dos seus deveres de condução, nem aceitar, passivamente, o flagelo de dificuldades que recai sobre os condutores dos Transportes Urbanos de Braga (TUB), que têm imensas dificuldades em efetuar manobras naquelas vias devido ao estacionamento indevido. A inoperacionalidade ou “cegueira do facilitismo” dos agentes da autoridade, quando passam junto à zona de acesso ao Hospital, testemunhando as infração de dezenas de automóveis mal estacionados, não pode, nem deve, continuar a verificar-se.
Se as autoridades reguladoras do trânsito “passeiam” muitas vezes ao lado da infração e a ignoram, qual a imagem que proporcionam ao público e que tipo de comentários provocam nos cidadãos que testemunham essas si-
tuações? Espanto, ceticismo, lamentação, ironia, etc…
A ausência sistemática de intervenção de quem tem responsabilidades acrescidas no seu legítimo desempenho para atuar e autuar, tem gerado alguma revolta e descontentamento, para além de incrementar, com essa forma de agir, a violação ao Código de Estrada no que concerne às regras de estacionamento.
É preciso alertar que o atual e muito problemático acesso ao Hospital de Braga só será resolvido se houver uma permanente presença das autoridades do trânsito naquele local, seja a Polícia de Segurança Pública seja a Polícia Municipal.




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