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Outro Ponto de Vista…

O tempo de hoje representa, para muitos, momento de grandes dificuldades. Não serve de argumentário, vivencia-se. Sem visões mais ou menos subterfúgicas, uma das principais causas para este manifestar contínuo de dificuldades, crescentes, radica numa crise de valores, profunda e endémica. O nosso declínio tem a ver, acima de tudo, com uma crise moral que abala não só o sentido de autoridade, como também, os valores autênticos da solidariedade. E, no cerne desta crise está a desvalorização contínua da dignidade humana do trabalho.

Acácio de Brito
14 Jun 2013

Tudo poderá voltar a ser possível se a natureza do trabalho voltar a ter um outro sentido, uma nova valoração.
Coloque-se, novamente, o trabalho no seu lugar, no centro da sociedade e da política, pois a riqueza não pode ser criada do nada, como, em tempos sugeriram alguns utópicos.
Aliás, a intervenção do Presidente da Comissão de Honra da candidatura de Ricardo Rio, Eng.º António Murta, foi lenitivo que apraz registar.
Aposta na iniciativa privada, valorizando a capacidade de empreender e criar valor colocando-o ao serviço da comunidade.
Só conseguimos ser solidários se formos capazes e capacitados para criarmos valor acrescentado ao que fazemos.
O emprego e o crescimento não aparecem por força de decreto emanado mesmo pelas mais ilustres cabeças pensantes, ou pela sua mera enunciação ou repetição!
Tal utopia custou tanto a tantos que de facto não podemos acreditar no pensamento fantasioso de uma nova economia que tem na sua base o fim do trabalho.
Não existem almoços grátis!
Tudo deve e tem de ser ganho.
Mas ao Estado não devem ser acometidas outras funções que não sejam as essenciais, mínimas e qualificadas.
Porque Estado que dá tudo, não cobra impostos, comete estupro fiscal!
Daí a necessidade imperiosa de uma reforma/revolução das funções do Estado.
Temos de voltar a acreditar no valor moral cívico, económico e social do trabalho.
Esse é um dos nossos maiores problemas.
As propostas dos nossos iluminados da esquerda, moderna, que contrassenso, esquerda e modernidade, de há muito se distanciaram dos trabalhadores, traindo-os, mesmo, porque não os compreendem.
Propõe uma sociedade minimalista, defendem direitos, salários, esforço, deveres e trabalho pelo mínimo, pela coisa nenhuma.
O que temos de propor é o oposto.
Uma sociedade maximalista. Exigente.
Com remunerações, poder de compra, cultura, segurança, sucesso, propriedade, direitos e deveres, respeito, esforço e trabalho máximos.
Estes são os verdadeiros valores da sociedade.
Portugal não está condenado ao marasmo do que nos têm proposto.
Não está atrasado em relação aos seus parceiros pela falta de vontade de muitos, está assim, porque alguns políticos inverteram e invertem, muitas vezes, as suas prioridades e valores.
E não vale a pena ouvir os “contabilistas de cátedra”, basta-nos conhecer e perceber as razões históricas do que nos tem acontecido, tirando as necessárias ilações.




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