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Física(o) e espírito

Como todos sabemos, a pessoa humana é formada de corpo e alma, de matéria e espírito. Assim, é fácil entender que, para uma pessoa se santificar, ambos (o físico e o espírito) devem estar envolvidos neste objectivo. S. Josemaria Escrivá foi um dos santos que melhor explicou como estas realidades devem ir unidas no plano da nossa santificação ao falar-nos das realidades normais da vida como, por exemplo, o trabalho e a família.

Isabel Vasco Costa
14 Jun 2013

Comecemos por comentar o tema do trabalho. O Fundador do Opus Dei tinha a ideia de que “Na vida ordinária cristã – o trabalho é oração, a oração é trabalho…” O trabalho necessita sempre da ajuda do nosso corpo, do físico, mesmo no trabalho intelectual (como o que agora executo com a ajuda dos meus olhos que verificam o que escrevo com os meus dedos batendo no teclado do computador). Se o trabalho é honesto e segundo os planos de Deus: “…Crescei e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a…” (Gen. 1, 28), é possível executá-lo com perfeição, bem acabado, com pontualidade… e oferecê-lo a Deus por amor, como o fez Abel. Assim, o trabalho é oração. E a oração pode ser trabalho? Nesta questão, faço apelo a conhecimentos de física. A fórmula que define o trabalho: w=fe, isto é: o trabalho (w) é igual ao produto da força aplicada ao objecto (f) pelo espaço percorrido. Claro que quanto mais força se exerce, mais trabalho se faz. E também se realiza mais trabalho se o percurso é maior. No caso em análise, o da oração, a força aplicada é a força de vontade que deve ser aplicada ao nosso corpo. A Santa Missa é um bom exemplo: é a melhor oração, a oferta do próprio Deus no sacrifício da Cruz, mas exige também esforço, força, para deslocar o corpo que vai à igreja onde se celebra a Missa.
E atentando para a vida em família: igualmente ela pode ser oração. Mais uma vez, deve ser o espírito (por ser superior e imortal) a sujeitar o físico. S. Josemaria aconselhava a mulher a apresentar-se bonita e arranjada ao seu marido; não por vaidade, mas por amor. Acrescentava que lhe devia preparar refeições agradáveis e bem apresentadas, mas devia evitar recebê-lo com uma avalanche das más notícias do dia. Aos maridos, encorajava-os a manter jovem o amor com pormenores de carinho para com a mulher como se ainda fossem noivos: oferecer-lhe flores, levá-la a comer fora para a descansar um pouco, falar com ela mesmo quando lhe apetece ler o jornal… Concretizava ainda mais ao afirmar que, para ela, Jesus é o marido; e, para ele, Jesus é a mulher.
E tudo isto é trabalho: w=fe.




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