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História de uma alma

Refiro-me a Santa Teresa de Lisieux, mais conhecida por Santa Teresinha do Menino Jesus. Resolvi apresentar este apontamento após a leitura do livro “Padres e Doutores da Igreja” do Papa emérito Bento XVI. É um livro que, à maneira doutros do mesmo autor, contém as catequeses semanais do Sumo Pontífice (emérito). Ao todo são referidas e desenvolvidas 43 Figuras importantes do passado da vida da igreja. Santa Teresa de Lisieux aparece em último lugar, pois cronologicamente foi a última em relação aos demais, pois viveu no final do século XIX.

Manuel Fonseca
10 Jun 2013

“História de uma alma” é o título da sua autobiografia e foi a partir dos dados revelados pela Santa que Bento XVI apresentou esta catequese.
É uma Santa com caraterísticas muito belas e sugestivas, baseadas numa espiritualidade plena de simplicidade, amor, emoção, dedicação e carinho. Em Teresinha verificamos a vivência da chamada “infância espiritual”.
Escreveu o Papa:” De facto, a História de uma alma é uma história maravilhosa de amor, narrada com tanta autenticidade, simplicidade e vigor que o leitor não pode deixar de se admirar! Mas qual é este Amor que encheu toda a vida de Teresa, desde a infância até à morte? Queridos amigos, este Amor tem um Rosto, tem um Nome, é Jesus!”
Teresa nasceu a 2 de janeiro de 1873, em Alençon, França e faleceu em 1897 com 24 anos de idade. Foi a última filha do casal Luís e Zélia Martin, esposos e pais exemplares, beatificados juntos a 19 de outubro de 2008. Tiveram nove filhos; quatro morreram em tenra idade.
Teresa tinha quatro anos quando morreu sua mãe. A menina ficou abalada com a morte da progenitora. Na sua alma ficou gravada a mundividência desta carência infantil. Não admira que tenha adotado o nome de Teresa do Menino Jesus. Por isso, escrevia: “Não posso temer um Deus que por mim se fez tão pequenino”.
Na sua vivência espiritual cedo começou a encarnar o ideal da salvação das almas. Aos 14 anos, teve conhecimento dum criminoso, desesperado, condenado à morte e impenitente. E resolveu dedicar-se à sua conversão e salvação. E acreditou que as suas orações o terão impedido de condenação eterna.
À maneira das suas quatro irmãs, desejou ardentemente fazer-se religiosa. Mas não tinha ainda a idade requerida. Por isso, teve enorme alegria numa peregrinação a Roma e na qual teve a felicidade de, com o pai e a irmã Celina, ser recebida, em audiência particular, pelo Papa Leão XIII e ao qual pediu autorização, com 15 anos, para entrar no Carmelo de Lisieux. Um ano depois, o seu desejo realizou-se “para salvar as almas e rezar pelos sacerdotes”. Aconteceu no dia da Natividade da Virgem Maria, 8 de setembro de 1890. Nesse mesmo dia fez uma oração a Deus em que pedia: “Que nenhuma alma seja condenada hoje”.
Na vida religiosa viveu a vocação de salvadora das almas. Tornou-se a “irmã universal” de todos, principalmente dos que seguem caminhos errados e perigosos em relação à eterna salvação. E vivia com intensidade essa vocação.
Escreveu: “Não obstante a minha pequenez, quereria iluminar as almas como os profetas, os doutores, sentia a vocação de ser apóstolo… queria ser missionário, não apenas durante alguns anos, mas queria tê-lo sido desde o princípio do mundo e continuar até à consumação dos séculos. Mas acima de tudo, ó meu amado Salvador, quereria derramar o sangue por Vós até à última gota”.
Não admira por isso que tenha sido proclamada Padroeira das Missões, pelo Papa Pio XI, em 1927.
Ao perfazer o 1.º século da sua morte, o falecido Papa beato João Paulo II proclamou-a Doutora da Igreja, em 1997.Que esta Santa, pequenina e grande, continue no Céu a sua missão de salvadora das almas.




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