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O filho pródigo, seu pai e irmão

Uma família feliz é feliz porque merece ser feliz. Dito isto, voltemos o nosso olhar para o exemplo de família feliz que Cristo escolheu, isto é, o exemplo de como Deus Pai se relaciona com os homens, seus filhos.Como é normal nos bons pais, o pai da parábola narrada por Jesus trabalhou e acumulou património para deixar aos filhos. Ao chegar à idade adulta, o filho mais novo (imaturo ainda) pede a sua parte da herança ao Pai, vende os bens e parte para longe. Cai um grande desgosto no coração deste Pai que prevê os infortúnios e perigos a que o filho se vai sujeitar. O filho já o matou no seu coração: pouco lhe importa o que dele aprendeu, os cuidados que teve para o criar e os trabalhos que suportou para lhe preparar um bom futuro. Só lhe importava o dinheiro que depressa gastou numa vida de vício. O irmão mais velho sofreria também.

Isabel Vasco Costa
7 Jun 2013

Amava o pai e o irmão e, embora mais velho (já com alguma sabedoria), opta por ficar com o pai e confortá-
lo com o seu trabalho e companhia.Para o Pai, para Deus, cada filho é único. E a saudade e a certeza da volta (não apenas a esperança) deste filho que partira levavam os seus passos para uma elevação de terreno onde o esperava todas as tardes. Vinha com a lição bem aprendida. Vinha magro, mas forte de espírito e contrito de coração. Quis pedir perdão, mas deixou-se abraçar por aquele Pai que, bem o sabia ele, era só amor. O amor tem o condão de transmitir felicidade a quem se ama; e as pessoas felizes necessitam partilhar a sua alegria aos outros. Assim, o Pai organizou logo uma grande festa para a qual adornou este filho com boas roupas, sandálias e um anel. O filho voltara e os parentes e amigos deviam alegrar-se com ele. Ah! Mas o filho mais velho ficou ressentido com o Pai ao ter notícia da razão da festa e não queria entrar em casa. No entanto, o Pai conhece bem todos os seus filhos e confia neles mesmo quando dão sinais de má vontade. Este seu filho é bom, mas teve um momento de fraqueza perante a inveja e, por momentos, deixa de amar este Pai tão bom ao não querer amar o irmão recém-chegado. Mais uma vez, é o Pai quem vai ao encontro do filho, vai abrir-lhe o coração e juntá-lo ao seu. Afinal, e assim o convence, tudo o que pertence ao Pai é já deste filho, até mesmo aquilo que se acumulou desde a partida do irmão. Não há injustiça se nunca se fez uma festa para ele. Havia tristeza. Mas agora, já, há uma enorme alegria porque a família está completa.
A família estava completa, sim. Já não faltava nenhum filho; nem os valores transmitidos pelo Pai. O filho mais novo nunca mais teve fome. O Pai voltou a confiar-lhe tarefas, cada vez de maior responsabilidade, e conseguiu juntar alguns bens que lhe permitiram constituir nova família, tal como o irmão mais velho.
Assim são as famílias felizes: o trabalho, a paciência à espera dos frutos da boa formação dispensada aos filhos, a confiança mútua e sobretudo o carinho ultrapassam todas as dificuldades e tristezas passageiras. Todas as histórias das famílias felizes são construídas assim… até que a morte os abrace para sempre.




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