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Definir objetivos

Terminada uma época em que a palavra-chave foi o já famoso “quase”, é tempo de assentar com firmeza os pés no chão e assumir que a época começa na definição de objetivos. Na minha opinião, vamos iniciar uma época em que, ao contrário do que parece, poderemos empreender altos voos; o treinador contratado, a permanência de vários jogadores-chave no plantel e as dificuldades que se preveem em alguns dos adversários diretos, fazem com que a ambição do terceiro lugar continue a fazer sentido, além de uma carreira que pode ser sempre bastante positiva nas provas “a eliminar”.

Manuel Cardoso
6 Jun 2013

No entanto, neste momento, não é tempo de pensar em tais voos; é tempo de começar como se começa um jogo de futebol: com cuidados especiais “na defesa”, construindo tudo “de trás para a frente”. Ou seja, é preciso moderar ambições, desfazer sonhos vãos e construir alicerces. Nesse sentido, penso ser imperioso definir quatro objetivos essenciais para a nova época:
1 – Equilíbrio do plantel. Na minha opinião a construção do novo plantel deve assentar em três princípios básicos:
– Manter um bom núcleo de jogadores da época passada. A experiência recente mostra que grandes mudanças podem provocar um início de época desastroso que compromete logo à partida toda a temporada. Temos valores muito sólidos na nossa equipa principal e devemos preservá-los a todo o custo.
– Contratar jogadores para posições específicas, em que os reforços são mais necessários e respeitando um critério fundamental: que sejam atletas com margem de progressão, com espírito de conquista e que não coloquem em causa a estabilidade financeira do clube.
– Garantir um equilíbrio sólido no plantel, dispondo de, pelo menos, dois jogadores de qualidade para cada posição específica. De nada adianta, e até é contraproducente, dispor de demasiados jogadores para a mesma posição. É claro que para que este equilíbrio se verifique na prática, é necessário que as lesões não voltem a invadir o plantel; no entanto, para além do azar, se há algo a fazer no domínio da preparação física dos jogadores, isso já é assunto que me transcende; mas se há, de facto, algo que possa ser feito, então que se faça…
2 – Fortalecer a equipa B como base de apoio à equipa principal. Nesta época deparamos com a contratação de jogadores que depois revelaram já não possuírem ambição nem margem de progressão necessários para virem a reforçar a equipa A. Mais do que os resultados a atingir, a equipa B deve continuar a fazer aquilo que fez, por exemplo, com Mauro, Piqueti ou Santos: fabricar grandes talentos.
3 – Moderar as expetativas dos adeptos. Este será, a meu ver, um dos maiores desafios; no entanto, é um objetivo essencial. Não podemos alimentar a ideia da candidatura ao título. Os sucessos com as equipas de Domingos Paciência deveram-se a circunstâncias muito específicas que, infelizmente, dificilmente se poderão repetir a curto prazo.
4 – Consolidar o equilíbrio financeiro. Neste capítulo penso que estamos no bom caminho e bastará seguir o caminho já trilhado pela SAD nos últimos anos: despesas controladas, não entrar em loucuras e apostar mais na vontade, no querer, no espírito guerreiro do na “classe” individual das estrelas; as estrelas constroem-se com trabalho e com a luta em campo.




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