Fotografia:
Cartas aos homens do Papa Celestino VI

Esta Crónica já esteve escrita. Era só baixar para o que a página consente. A loucura e bandalheira que, com a complacência do Senhor Presidente da República, metido agora, em palhaçadas, não circenses – que este Governo que tira o pão, nem Circo dá – mas de comédia, que serão, diz-se, resolvidas no tribunal (garantia de uma dezena de anos de nada acontecer) conduziram ao prostíbulo a que CPP transformou o Governo levaram-me, ao “Niñas… al Salón!”, preterindo o que havia escrito e aqui vem.

Gonçalo dos Reis Torgal
3 Jun 2013

Perdeu assim verdade o quando começava eu por dizer que a Crónica de hoje vai na linha da anterior; segue verdadeira quando digo que decorre de contactos de Leitores que obrigam a reflectir no que somos e para onde vamos, face a um Governo que – embora diga o contrário – pensa, governa e age ao revés da histórica declaração da Sala do Risco: “Sei o que quero e para onde vou”. CPP não sabe o que quer e ignora para onde vai. Melhor, sabe bem o que quer e não ignora para onde vai. Quer servilmente curvar-se perante a Troyka, acautelando tacho futuro, e sabe bem que leva o POVO para a miséria sem salvar Portugal. 
Esclarecidos, vamos ao que me trouxeram os Leitores.
Antes justifique-se o título. Como sabem é de Giovani Papini, do inesquecível Gog. Como se tratava de um como que responder a Cartas dos leitores o serem Cartas foi primeiro argumento. O aos Homens acresceu razão. Deu-lha toda alguém ter dito que «dos profundos abismos de uma Europa que tem fome de pão e de justiça, ergue-se a voz clamorosa de um ‘clérigo’ que não traiu a sua missão, de um homem quase cego dos olhos do corpo, mas cuja visão interior se ilumina de relâmpagos que não parecem vir deste mundo. Papini faz-se a voz augusta da Igreja pela boca de um grande Papa imaginário – Celestino VI – cujas cartas latinas “por estranho acaso” ‘descobriu’ e traduziu. Vivendo uma época (303) semelhante à nossa (1946), após a “Grande Perseguição” quando a humanidade mergulhada no erro e no vício parecia incapaz de retornar ao Cristianismo o Papa dirige a todos, até aos sem-Cristo e sem-Deus palavras de exprobração e amor, de exortação e esperança, de fortaleza e fé.» Em como que sinfonia congrega os acordes finais em admirável Oração a Deus, à procura de saída para o Homem que (como o de hoje) é colocado (mesmo sem o julgar) face a terrível dilema: retoma os Valores sob os quais se civilizou ou afunda-se num Mundo em desespero. 
Na identidade do Hoje e Celestino VI. Na Esperança no Papa que temos, que exorta a Igreja a sair do cómodo não interferir e aguerrida (como não foi face ao Aborto, “casamento gay”, assalto às pensões dos idosos) reclamar contra a miséria que CPP objectiva para Portugal poderia fechar esta Crónica, que de meu pouco tem.
Mas há o compromisso assumido.
Distintos Médicos, longe um do outro, Fernando, ambos, comentaram-me.
O Bracarense: 
“Um avô meu Cantava:

Borrachões do vinho novo / Reles esquadrilha sem igual / Acautela-te zé povo / Está roubado Portugal.
­– Quanto Á PORTUGUESA, sempre terminava:
Contra os ladrões  Marchar… Marchar

Estamos fartos de palavras do CPP, da Segurança e de outros, que em bom castelhano “Llamamos Cabrones”.

O Conimbricense:

«Compartilho consigo a dimensão crítica e a obrigatoriedade de cada um fazer o que pode, para fazer o que deve (Torga).
Estar farto não basta face à violência rude e desumana deste Governo.
Segundo Séneca, a alternativa é:
Ousar?
“Não é por as coisas serem difíceis que não temos ousadia. É por não termos ousadia que as coisas são difíceis”!
Ou ficar atrás a criticar?
“Os homens podem ser divididos em dois grupos: os que seguem em frente e fazem algo e os que vão atrás a criticar.”»
O maior preconceito é a indiferença.
Dizia Manuel d’Arriaga: “Estou aqui para servir o País. Seria incapaz de alguma vez me servir dele”-
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, porém “não se muda já como soía.”
Mas “Não te rendas! Enterra o Medo. Ainda estás a tempo de alcançar e começar de novo.” (Mario Benedetti)




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