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A infâmia e a má educação são irmãs

Chamar palhaço ou gritar ladrão ao sr. Presidente da República, ou não o cumprimentar em atos oficias, como foi o caso da final da taça de futebol, e ficar impune é passar a certidão de óbito ao regime democrático. É infâmia e má educação sendo certo que infâmia e má educação não são gémeas, mas filhas do mesmo ventre. Miguel Sousa Tavares já se arrependeu do que disse, a infâmia que fez já não tem remendo; a cicatriz provocada é, e será, lembrança segura para avalisar comportamentos desta falta de educação. O insulto não é feito ao cidadão Cavaco Silva; já não era elegante nem abonava ninguém que o fosse; a ofensa é feita a um órgão de soberania que deve ser respeitado em toda a sua extensão sem embargo de que haja discordância e aspetos contraditórios.

Paulo Fafe
3 Jun 2013

As razões nunca explicarão atos de violência física ou verbal. Os que chamaram ladrão ao presidente estavam na multidão, cobardemente delidos no anonimato, encapuzados pela quase impossibilidade de serem criminalmente acusados. Miguel Sousa Tavares mesmo arrependido deve ser punido porque faltou ao respeito a um órgão de soberania e porque é uma individualidade com destaque na sociedade portuguesa. Quanto maior for o destaque mais se lhe assacam responsabilidades. Não sabemos se há mandatários por trás destas atitudes. O mandatário de Miguel Sousa Tavares é a animosidade ou aversão, pelo menos assim parece que nutre por Cavaco Silva. A tal ponto estas animosidades lhe são soberanas que lhe fazem perder o controlo da linguagem já que o pensamento ficou bem claro nas palavras que proferiu. Miguel Sousa Tavares no seu íntimo considera Cavaco Silva um palhaço. Quanto aos profissionais das arruaças, ajuntamentos, distribuidores de panfletos e outras manifestações ruidosas, o caso muda de figura. Não acredito em manifestações espontâneas a não ser nas que são previamente organizadas. Mas por que razão estão contra o Presidente da República? Porque queriam que ele fizesse um golpe constitucional demitindo o Governo e marcando eleições antecipadas, à moda do socialista  Jorge Sampaio. Este senhor ex, por sua vez, gostaria desta solução para que se não estivesse sempre a apontá-lo como único que derrubou um governo com maioria na Assembleia da República. Mas a memória é passado que se projeta no futuro pela via da lembrança. Mas para que queriam que Cavaco Silva desse outro golpe constitucional? O desemprego diminuiria? Não. O défice acabava? Não, A austeridade seria menor? Não. Os problemas da economia seriam de imediato resolvidos? Não. Então por que querem outro governo? Para governar. Governar deve ser muito bom!!! Aos apetites que desencadeia… ou será pelo alto e sublime desígnio de servir os interesses da pátria e dos portugueses? Se assim é, como eu gostaria de ter uma chapelaria para atirar ao ar todos os chapéus de fabrico!




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