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Cidadania…

Quero acreditar que os candidatos  a cargos públicos são pessoas disponíveis para assumir tarefas e grande parte delas o fazem, apenas porque pretendem ser úteis à comunidade. Porém, a questão continua a servir para suspeições, sempre que o politicamente correto aparece apenas em época eleitoral, isto é, quando os partidos influenciam ou mesmo decidem sobre as escolhas. Ao que parece todos gostam de ficar posicionados de forma a garantirem um lugar futuro e esta situação é por demais curiosa se tivermos em atenção, as dificuldades económicas que o país atravessa! Então, por que será que existem em abundância candidatos para quase todos os cargos? Digo quase, porque consta que nem sempre é fácil preencher o lugar de coveiro em todas as freguesias.

J. Carlos Queiroz
31 Mai 2013

Assim o poder local visa a prossecução de interesses próprios das populações, tendo património e finanças próprias, da mesma forma que a Assembleia da República é representativa de todos os cidadãos portugueses, sendo as candidaturas apresentadas pelos partidos políticos. Que participam nos órgãos baseados no sufrágio universal e direto, de acordo com a sua representatividade eleitoral. Dito isto, é fácil concluir da importância dos partidos políticos  nos atos eleitorais, da mesma forma que se compreendem os argumentos de quem diz que os partidos têm excesso de poder e outras instituições existem na sociedade que deviam ter acesso à Assembleia da República. É neste cenário que o cidadão através do voto, escolhe aqueles a quem transmite no futuro o dever de o representar. É, pois, fácil concluir que ao longo de décadas de governação foram políticos dos principais partidos que decidiram, bem ou mal, sobre o nosso destino. Da mesma forma que agora se preparam para novas eleições e  como  anteriormente, com projetos e planos. Chegados aqui, e tendo por referência o país que somos, devemos interrogar-nos sobre o nosso futuro, tendo como referência os problemas que até agora os partidos e seus eleitos, não resolveram. Estado Social, apesar de jovem suscita preocupações e  a sua sustentabilidade já é posta em causa. Desemprego, não parou de crescer nos últimos anos e poucas medidas são anunciadas para atenuar os seus efeitos. Cidadãos desprotegidos e sem qualquer subsídio, são também muitos e constituem um problema social grave, que qualquer governo sempre terá de enfrentar. Falta de investimento, instabilidade social, insegurança, pobreza, são problemas graves e que implicam uma responsabilidade acrescida para o país, não sendo apenas uma questão de números mas de pessoas, de famílias, que o Estado devia proteger. De pouco vale falar em Constituição e direitos humanos, quando depois, se desenvolvem políticas de austeridade e de injustiça social, que conduzem ao empobrecimento. A forma como decorreram as últimas décadas em Portugal, levaram ao descrédito e por consequência a uma desmotivação dos eleitores que por vezes preferiram a ida à praia, à ida às urnas de voto. A abstenção nos atos eleitorais é apenas uma forma do cidadão mostrar o seu desagrado, pelas políticas seguidas. A nossa economia está enfraquecida e são os políticos que têm de encontrar propostas e soluções para o seu relançamento, mas nunca através de medidas penalizadoras dos pensionistas e trabalhadores. Assim dificilmente teremos algum resultado positivo.




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