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Por princípios e por honra!

As “Convertidas” e outras situações de duvidosa interpretação, cuja complexidade se encontra exarada em processos que não são do conhecimento do público em geral, e muito menos as ramificações que lhes são afetas e estão adstritas, e que correm notícia por páginas da imprensa e nas redes sociais, tornando a opinião especulativa de apetite voraz, não devem ser tabu entre os militantes do Partido Socialista. E não devem ser tabu porque implícitas estão correntes de opinião política e de comportamento na vida política.

António Fernandes
25 Mai 2013

Onde há quem tenha assumido compromissos e por tal os defenda. Quem não tenha compromisso algum, opina como muito bem entende. E quem tenha assumido compromissos mas entenda assobiar para o lado deixando que a tinta lhe corra de feição.
É neste contexto que a razão se apura em resultado de outras razões que fazem jus ao conceito.
Assim sendo, a admissão do princípio constitucional da separação de poderes da Constituição da República Portuguesa que separa a justiça de todos os outros modelos de poder, deve ser prática razoável e legalmente respeitada.
Não se pode, nem deve, é ter a visão/razão toldada/talada ao ponto de defender um determinado modelo de sociedade, para depois o questionar só porque algumas condutas, tidas como normais no modelo de sociedade pretendido, não são condicentes com o que ajuízam para os outros mas que não querem para si.
Ora, no caso presente, conhecido por “Convertidas”, o que está em causa, segundo o que penso, é o lucro. Um negócio onde o lucro é o objectivo!
O lucro – para quem não o saiba – é a diferença que acresce ao valor de aquisição em resultado da venda. A mais-valia conseguida!
Assim sendo, se o lucro conseguido resultar de uma operação dentro do quadro da legalidade jurídica não sei qual o motivo da contestação.
Se pelo contrário, o lucro conseguido resultar de uma operação (ou processo metodológico) fora do quadro legal existente – crime –, então a justiça que apure, julgue, e lavre a sentença prevista para o efeito! E que o réu a cumpra!
No que ao trajeto político diz respeito, houve consenso no Município no sentido de que a localização da Pousada da Juventude deveria ter a sua localização mais central do que inicialmente previsto, na freguesia de Real, e de que o edificado das “Convertidas” seria o local “ideal”. Este foi o compromisso político encontrado ao tempo, para o fim pretendido, independentemente de quem fosse pertença a propriedade.
Se julgar um compromisso é julgar a honra, então nada mais haverá a dizer.
Se julgar um processo é tentar um outro de intenções sobre um determinado candidato ao Município de Braga, então, está tudo dito!
Constata-se assim que a montanha engendrada com objectivos claros para prejudicar a candidatura do PS ao Município de Braga, “pariu um rato”!
E constata-se também que a “fome” de protagonismo inverte o princípio de que em política a lisura é sempre boa conselheira independentemente do protagonista ter, ou não ter, filiação partidária.
Ou seja; acontece muitas vezes ser a conveniência em foro próprio não condicente com a conveniência em foro alheio. Daí à especulação opinativa oportunista(!) vai um sopro. E, consequentemente, a perseguição de objectivo de âmbito pessoal é um facto incontornável e indesmentível, pese o disfarce que tiver.
Sobra a razão da honra em respeitar os compromissos assumidos e a suposta “razão” de que em política vale tudo desde que valha a eleição!
Para os militantes do PS, é imperioso fazer valer a razão de que em política o que vale é a sua dignificação! E que essa só se consegue com princípios e honra!




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