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Outro Ponto de Vista…

“A maioria dos portugueses não tem grande consideração pelos partidos. Valha a verdade que os partidos costumam pagar na mesma moeda: são clubes privilegiados, só pensam no umbigo, fazem de padrinhos aos medíocres.” Paulo Portas (final da década de 80)Uma declaração de interesses. Não sou candidato nas próximas eleições autárquicas, mas tenho opinião e não me abstenho de a plasmar em crónica. E apoio a candidatura de “Juntos por Braga”, encabeçada por Ricardo Rio!

Acácio de Brito
24 Mai 2013

Não obstante,
Para memória futura, ou melhor dizendo, para aqueles a que a memória convenientemente se escapa quando convém, a minha crónica de hoje.
Recorrendo a Platão, “conhecer é recordar”, em meados do ano 2000, convidei o meu bom amigo João Granja para participar numa visita que fizemos a Estrasburgo a convite de José Ribeiro e Castro.
Foi nessa viagem, recordada pela boa cobertura feita pelo Diário do Minho, nos escritos do Damião, atual diretor, que se falou pela primeira vez na necessidade de se construir uma alternativa séria ao poder autárquico socialista.
Caminho longo, com reveses, contrariedades e algumas vicissitudes, mas que bem orientado permitiu que nas eleições de 2001 fosse apresentado aos bracarenses uma coligação em que o candidato escolhido para a Câmara pertenceria ao PSD e à Assembleia Municipal o indicado seria um nome proposto pelo CDS. Assim foi, e o sinal mais importante dado aos bracarenses é que esta coligação não era apenas entre partidos, não se esgotava nos partidos, mas procurava sim, interpelar e congregar o que de melhor a sociedade bracarense tinha.
Esse foi o princípio de tudo.
Contraditando substantivamente o pensamento que utilizo no princípio do “outro ponto de vista”, designadamente, quando a proposta apresentada aos bracarenses não se esgotava nas partes, procurando sim, interpelar e congregar o melhor de Braga.
Passados que foram 13 anos, a situação aparentemente diferente, permanece no âmago a mesma!
Assim hoje, em 2013, temos um Partido Socialista que continua igual a si próprio, sem chama nem alma, cumprindo o seu desiderato de tentar acolher no seu seio os interesses mais díspares e nenhum deles, relevante para Braga e os bracarenses.
Não quero crer que a escolha tenha de ser entre mais ou menos socialista.
Nem sequer que estas eleições autárquicas devam servir para avaliar o que não está a ser avaliado, nomeadamente o governo central que para o caso nem deve ser considerado.
Acredito que o caminho pode ser outro, com gente que já deu provas e Ricardo Rio, pela resiliência e disponibilidade, deve merecer o apoio de uma mudança que já tarda.
Acredito que “nós podemos”, porque “Juntos por Braga” temos de saber servir e, entender o que é o serviço público, mormente, quando temos da política uma noção de trabalho em prol e defesa de todos.
E finalmente, para dissipar qualquer dúvida, afirmo de modo claro o meu apoio pessoal e politico à candidatura de Ricardo Rio.




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