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Eu, na Rampa

Em diversas circunstâncias, tive já oportunidade de referir que não me considerava especial adepto de desportos motorizados, nem em transmissões televisivas, nem presencialmente em eventos realizados nas proximidades. Todavia, quem quer que gere (ou pretende gerir) os destinos de um qualquer governo, nacional ou local, não pode orientar as suas opções políticas em função dos seus gostos pessoais, razão pela qual sempre assumi o compromisso com o apoio da Autarquia à promoção da Rampa da Falperra, em colaboração com o Clube Automóvel do Minho (CAM), por reconhecimento à enorme projecção que a mesma sempre conferiu a Braga e ao seu significativo potencial de atracção turística e de dinamização económica.

24 Mai 2013

Em coerência com tais princípios, efectuei todas as diligências ao meu alcance para viabilizar a mais recente edição desta competição – como publicamente foi reconhecido pelos responsáveis do CAM –, defendi o apoio financeiro da Autarquia (que em última instância veio a consumar-se) e regozijei com a confirmação da continuidade deste marcante evento.
Mas, numa experiência completamente diferente do ponto de vista pessoal, tenho que registar nesta edição a possibilidade que me foi proporcionada de vestir a pele de um piloto na competição (ou mais rigorosamente fora dela), em resposta ao surpreendente desafio do Bracarense que tanto nos tem prestigiado nas pistas europeias de velocidade, Jorge Rodrigues.
Foi assim ao volante de um Abarth 500 que fiz as minhas primeiras subidas ao Sameiro fora dos descontraídos passeios em família, com a moderação que a inexperiência e as circunstâncias justificavam, mas com a emotividade que o numeroso público presente proporciona por si só.
A estes, aos milhares de fiéis da Rampa, as minhas desculpas por terem sido confrontados com um “piloto” que, na linguagem popular, traduzia bem a expressão de que “Dá Deus nozes a quem não tem dentes…” e os meus agradecimentos pelos estímulos e pela sua receptividade para com o tributo que quis também prestar a este evento, através das faixas que ornamentavam a viatura: “Juntos pela Rampa da Falperra/ /Falperra Sempre”.
Desta iniciativa, ressalvo também o ambiente singular que envolve a participação de muitos pilotos amadores, o salutar convívio entre os mesmos, a afabilidade dos profissionais e a extraordinária organização do CAM, nas pessoas dos seus responsáveis e do infindável leque de colaboradores que garantem a logística da prova.
Mas, igualmente assinalável, é o entusiasmo vibrante dos milhares que tomam de assalto a encosta desde as primeiras horas da manhã até às últimas horas da noite, provenientes dos mais diversos pontos do País ou da Galiza, facilmente perceptível também na multiplicação de registos fotográficos e vídeo que invadiram a internet nos dias subsequentes.
Em suma, uma experiência inolvidável, que deixou a vontade de repetir, na 35.ª edição da Rampa da Falperra. Em 2014 claro.

 
 




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