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O treinador

Terminada a temporada futebolística, é tempo de preparar a próxima. Falhado o apuramento para a Champions League, é tempo de deitar contas à vida, e para não destoar do resto do país, entramos em época de contenção de despesas. A nossa inseparável amiga, a austeridade, chegou ao futebol bracarense. Anunciam-se contratações e discute-se o nome do treinador. Na época que agora termina houve, a meu ver, um clube que nos pode ensinar algo sobre estas situações de contenção orçamental: o Sporting. Sim, o Sporting também pode ensinar algo.

Manuel Cardoso
23 Mai 2013

Explicando: os nossos rivais de Alvalade fizeram, na segunda metade do campeonato, uma autêntica revolução no plantel: desfizeram-se das estrelas e contrataram um treinador com fama de fazer omeletes com poucos e fracos ovos. O certo é que o Sporting sem as estrelas mas com Jesualdo melhorou o seu futebol e só não chegou mais acima na tabela porque os grandes disparates estavam feitos e deixaram marcas.
A lição do Sporting, afinal é muito simples: é preferível uma equipa mais modesta com um bom treinador do que uma equipa de estrelas com um técnico, não diria mau, mas desadequado.
Agora, que o Sporting de Braga prepara a nova época, mais importante do que contratar grandes jogadores é contratar um bom treinador. Nomes candidatos ao posto não faltam. A época que agora termina ficou marcada pelo sucesso de três jovens técnicos estreantes na I Liga que conseguiram o terceiro, o quinto e o sexto lugar: Paulo Fonseca, Marco Silva e Nuno Espírito Santo. Trata-se de três técnicos que vêm confirmar a incrível aptidão portuguesa para gerar bons treinadores de futebol. Não será surpresa se dentro de pouco tempo estes senhores seguirem as pisadas de José Mourinho ou André Vilas Boas.
Mas aqueles três nomes, para já, seriam excelentes hipóteses para o nosso clube (principalmente os dois primeiros, na minha opinião).
Continuo a pensar que o trabalho de Domingos Paciência em Braga está por terminar. É certo que se vive uma grande indefinição sobre quem vai dirigir o FC Porto e antes dessa decisão dificilmente teremos Domingos (ou até outros) disponível para treinar o nosso clube. Mas esta seria, de longe, a melhor opção para nós.
Por outro lado há quem fale em Jesualdo Ferreira. Talvez seja um treinador algo conservador e a opção seria estranha depois de a SAD ter optado por José Peseiro para tentar precisamente o contrário: impor um futebol mais ofensivo. Mesmo assim, Jesualdo encaixaria como uma luva num plantel como o que estamos a preparar: modesto mas ambicioso, capaz de recuperar o verdadeiro espírito dos Guerreiros do Minho.
Mas gostava de terminar este artigo com mais um nome: o de alguém de que não se tem falado mas penso ser uma boa opção e que tem, certamente, toda a disponibilidade e vontade para treinar o nosso clube: Manuel Cajuda. Foi ele quem, nos finais do século passado, começou a lançar as bases do novo Braga, com jogadores modestos mas briosos que ele próprio apelidou como “A lojinha dos 300”.
Estou certo que qualquer destes nomes constituiria uma boa opção mas também não podemos esquecer a “prata da casa”. E Toni, da equipa B, está também aí para o que der e vier…




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