Fotografia:
A “limpeza” de A. Salvador

Dizia Napolão Bonaparte, em contexto de estratégia militar, que, por vezes, para se darem dois passos em frente é necessário dar-se um passo atrás. Mutatis Mutandis, o mesmo deveria fazer, na minha modesta opinião, o Sp. Braga: parar um pouco para “pensar”, olhar para a época transata, analisar e debater o que correu bem e o que correu mal – e só depois, a partir daí… dar um passo em frente. Julgo que a esmagadora maioria dos adeptos bracarenses partilha comigo desta ideia: o Sp. Braga, apesar da conquista da Taça da Liga, teve um desempenho sofrível, em termos de resultados desportivos, na época passada.

Pedro Álvares de Arruda
23 Mai 2013

Na verdade, com o Sporting Clube de Portugal “prematuramente” arredado dos lugares cimeiros da classificação – os “Guerreiros do Minho” passaram a ter todas as condições para alcançarem o 3.º lugar com uma perna às costas, como sói dizer-se. Com esse lugar, teriam chegado à “Champions” e arrecadariam os “milhões” que muito necessários são, neste período de vacas magras, para o Clube continuar a ter uma equipa de boa qualidade.
Todavia, apesar dessas “facilidades”, a equipa bracarense deixou fugir, negligentemente, o pássaro da gaiola!
É evidente (reconheçamos!) que houve imponderáveis que dificultaram que fosse alcançado o objetivo da conquista do 3.º lugar. O maior deles passou pela onda de lesões de que foram alvo alguns dos mais importantes atletas da equipa – designadamente no relevante setor defensivo. Isso afetou claramente o “onze” bracarense e provocou a perda de alguns pontos contra equipas que, à partida, estavam perfeitamente “ao alcance” do Sp. Braga, em razão dos seus menores recursos técnicos.
Contudo, é inegável também que a frequente mudança da “defesa” não explica tudo. E menos ainda o desaire da obtenção de um 4.º lugar quando o 3.º posto estava ao alcance da turma bracarense…
Algumas “táticas” estranhas e uma gestão (no mínimo) discutível dos jogadores disponíveis no banco, nomeadamente com substituições a destempo – o caso do jogo com o Sporting foi paradigmático… –, também estiveram, a meu ver, na origem desse desaire.
Entretanto, o presidente António Salvador já fez saber que, em consequência de tudo isto, se fará uma “limpeza” no Clube. É verdade que essa declaração de intenções foi feita “a quente” após um jogo em que era proibido perder (contra o Nacional, em Braga). Mas António Salvador – cuja gestão tem dado excelentes resultados nos últimos anos – não deixará, por certo, de cumprir a sua palavra e de consumar essa “limpeza”.
Há, porém, que fazer como Napoleão e reconhecer a imperiosa necessidade de “parar para pensar”. Para que, em última análise, não pague o justo pelo pecador. Até porque muitos jogadores que, na temporada que findou, tiveram um rendimento abaixo do seu habitual, deram já aos adeptos braguistas alegrias de grande monta. E isso deve ser tido em conta no processo da “limpeza”…
E para bom entendedor – meia palavra basta!




Notícias relacionadas


Scroll Up