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Niñas… al Salón!

Para chegar ao título desta Crónica parecia o Governo num “Era não era andava a lavrar, mandaram-lhe cartas de mau sinal. Que o pai era vivo, a mãe por nascer. Que havia ele de fazer? Pegou nos bois às costas, pôs o arado a comer.” Querem melhor para adormecer meninos ou o Povo? Para já define o Governo que não temos ou ensandeceu. Perante o desgoverno ignorante e desumano de CPP, o malabarismo de Portas e o ilusionista (vendedor de ilusões) Gaspar, o Circo Governativo, sem palhaço, segue apoiado na claque ministerial e parlamentar e palmas de obrigação. Ministros e Deputados não têm outras funções. Assim, o primeiro título eleito foi A Gaiola das Loucas, “La Cage aux folies” de Jean Poiret.

Gonçalo dos Reis Torgal
17 Mai 2013

Escolhi-o não pela gayisse onde se centra mas porque a governação que temos é loucura engaiolada. Porém, Daniel de Oliveira em O Eixo do Mal usou a designação para caracterizar o Governo. Para não me acusarem de apropriação de alheio desisti.
 Virei-me para La Bodega de Vicente Blasco Ibañes. Pelo conceito castelhano (Taberna) e pelo sentido que tem ou ganhou em português. Bodega caracteriza perfeitamente o governo de CPP, tasca ou locanda com seus membros (sobretudo o Chefão Mor e capangas) ébrios de poder sem sentido e legitimidade. Daí os actos de desgoverno serem uma sujeira – BODEGA pois. Acresce que V.B.I. foi escritor revolucionário e agitador. Exactamente do que precisamos para comandar a REVOLTA em Portugal. Recorde-se ainda que V.B.I. foi percursor dos movimentos de massas contra um governo que manobrava os deputados (“encasillados”), eleitos sem ser conhecidos pelos eleitores, pouco ou nada se importando com eles. Isto exigia, exige hoje, aqui e agora, “del «gran hombre», una ruptura en la forma de hacer política”.
A Bodega parecia escolha certa.
Porém, de Domingo ao hoje em que escrevo a bandalhice trampolineira do Governo foi tão grande que compará-lo à Gaiola das Loucas seria elogio; dizê-lo, no ser e estar, A Bodega um louvor. O Governo em desumanidade mentira, trapaça, palhaçada, desprezo pelos portugueses, demagogia e jogo eleitoralista, incompetência, ignorância, desfaçatez e sem pudor vai além da sujeira e da loucura. À pessoa de bem preferiu a má-fé. Má-fé quando, volta a encarniçar-se contra Reformados e Pensionistas, para liquidar de vez a Classe Média, base da Democracia que odeia. Inspirou-o o Ministro da Defesa no Conselho de Ministros da galhofa. Tendo estudado melhor a vida de Paton do que o processo dos Estaleiros de Viana do Castelo, aliás mal estudado pela Autarquia, mais interessada nas Touradas, aconselhou como o General: “Se se perde de vista um objectivo fundamental, há que redobrar o esforço para o alcançar”. É o que o Governo intenta no carjaking constante contra os idosos, impedido de, como desejaria, encetar um holocausto pelo qual o patrocinador da imoralidade, em tempo ansiava. Má-Fé ainda no processo de mobilidade (Horário Zero = Salário Zero) – o mais escandaloso e encapotado meio de despedir sem pagar. Perante esta canalhice, este dividir para reinar, lembrou-se-me: O Niñas… al Salón! de Vizcaino Casas. Pois que outra coisa é a Troika que o proxeneta que vem de tempos a tempos pedir contas à Madame (a Patroa), que é, a seu mando, o Governo nessa fadista Casa de Raparigas ou de Tia, no dizer nortenho, em que se transformou, a comando de CPP, a Sala do Conselho de Ministros, por onde desfilam as leis mais imorais e iníquas que alguma vez pensar pudemos, e onde falta o que abunda nos contos de V.C.: o humor, e a desenfadada visão do Mundo da “profissão mais antiga do Mundo”, que o governo fez sua, prostituindo-se à Troika e outros mandantes.
Que fazer? Antes de mais, lembra o Prof. Adriano Moreira, “restaurar um valor importante: o da Confiança entre a Sociedade Civil e o Estado” Confiança que, como o sonho, este Governo nos roubou.
Abraham Lincoln dizia em 1863: “O Estado é o povo, e o povo não pode afundar-se?” Nadador Salvador – Precisa-se.




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