Fotografia:
Fundamento e razão da unidade entre os homens

Transcrevo, da Revista “Além-mar”, de abril de 2013, o seguinte extrato, da página 6, sob o título “Países emergentes em parcerias”: “A cidade de Durban, na África do Sul, reuniu no final do março a BRICS, encontro que juntou Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul? A Reunião procurou a convergência em áreas importantes para as economias das cinco maiores nações emergentes. As negociações envolveram as esferas políticas e empresariais. Alcançar uma meta de paz, segurança, desenvolvimento,cooperação e contribuir significativamente para o desenvolvimento e para um mundo mais equitativo e justo, foram outros objetivos anunciados”.

Benjamim Araújo
15 Mai 2013

A humanidade, embora o que procura esteja já implícito naquilo que propala e deseja, ainda o não explicitou concretamente; ainda o não encontrou. Não encontrou o fundamento da unidade, da paz, da segurança e de um mundo equitativo e justo. Não encontrou ainda a razão das uniões e das cooperações organizadas entre os homens.
Pôr a tónica do fundamento das uniões, da segurança e da paz, exclusivamente nas forças da ciência e da técnica, que convergem para uma progressiva melhoria das condições de vida, é deslocá-las e aliená-las da fonte da globalidade.
Pôr a tónica do fundamento verdadeiro na economia, embora progressivamente forte, através das cooperações e negociações entre as esferas políticas e empresariais, embora dignas de elogio, é simular um próximo fracasso, com fortes cotoveladas entre elas. São forças desnorteadas, que ainda se não integraram na globalidade das forças humanas, tais como as forças sociais e morais.
O fundamento verdadeiro, em tensão viva e dialética com todas as forças ambientais (interiores e exteriores), que encamisam, concretamente, todos os homens, é a nossa autêntica e verdadeira natureza, real e singular. Esta natureza está implícita na existência, mas supera-a. É, por excelência, una na sua constituição metafísica e geradora de sabedoria, paz, vida e de nuvens de felicidade.
Se a sintonia entre a existência e o ser autêntico está desafinada, a justiça do ser, autónoma, livre e responsável, virá, a seu tempo, julgar a nossa existência. O ser não se deixa vergar nem ajustar às forças existenciais, tais como as sociais, políticas, morais e religiosas. Todas as forças, ajoelhadas, lhe prestam veneração. Contudo, o ser, em si, presta culto, louvor e glória ao seu Deus transcendente.
Da cátedra da sua autonomia, da liberdade, do amor e responsabilidade, o ser autêntico envia e transfere, com as mãos abertas, para toda a humanidade, através da pessoa, as mensagens calorosas de abertura, aceitação e diálogo; de compreensão e compaixão fervorosa; de empatia e perdão. Da língua eloquente, musculosa e respeitável da unicidade do ser voam, como rolas, para todos os homens, as mensagens de união, cooperação, solidariedade e fraternidade. Esta é a harpa melodiosa da sintonia da descontraída e saudável existência com a natureza divina.




Notícias relacionadas


Scroll Up