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47.º Dia Mundial das Comunicações Sociais

Celebra-se amanhã, dia 12 de Maio, o 47.º Dia Mundial das Comunicações Sociais. Para este dia, o Santo Padre Bento XVI enviou no dia 24 de Janeiro, dia litúrgico de São Francisco de Sales, Padroeiro das Comunicações Sociais, uma Mensagem subordinada ao tema Redes Sociais: portais de verdade e de fé; novos espaços de evangelização.

Maria Fernanda Barroca
11 Mai 2013

Ninguém pode ignorar o mal que podem fazer as novas tecnologias, se postas ao serviço da mentira e do mal, como também não esquecer o grande bem que pode desfrutar quem as usa para promover, como diz Bento XVI, “uma cultura de respeito, de diálogo, de amizade”.
Qualquer meio de comunicação social, mas de modo especial as novas tecnologias de informação, são uma espada de dois gumes: ou postas ao serviço da Verdade ou do Erro. Temos de estar atentos para saber discernir o trigo do joio, mas temos sobretudo de procurar formar profissionais conscienciosos que saibam informar atempadamente, sempre ao serviço da Verdade, sem querer agradar a quem mais pode ou manda. Isenção é o que se lhes pede, ou melhor é o que se lhes exige.
Promover uma “cultura de respeito” e de “privacidade” é algo que é cada vez mais necessário. A informação deve ser dada com base em fontes fidedignas, de modo a não causar dano ao bom-nome das pessoas ou instituições visadas. A fonte do “diz-se”, deve ser banida. Se nem sempre a notícia pode ser abonatória, deve pelo menos ser transmitida, sem carregar as tintas, pois que por vezes a insinuação leviana é pior que a verdade crua. E manchar um bom-nome é muito fácil, mas recuperá-lo afigura-se difícil, se não impossível.
Promover uma “cultura de diálogo” é muito salutar, porque o homem é um ser social e portanto não pode encontrar-se a falar sozinho. São muito frequentes os debates de ideias e de opiniões que nos apresentam as novas tecnologias, como a televisão e o uso de blogs. Será que sempre reina o respeito pelo opositor? Ou vemos que no atropelo de ficar por cima, a Verdade sai beliscada? O que vemos nos debates da televisão não são diálogos, mas verdadeiras batalhas campais de opiniões em que cada um quer ter a última palavra e ser senhor da Verdade. Nos blogs, e falo por experiência de que fui vítima, chega a usar-se uma linguagem sórdida e mal intencionada. É certo que o blog não tem a visibilidade da TV, mas mesmo assim para os bloguistas pode ser fonte de muito engano.    
Promover uma “cultura de amizade” devia ser uma das preocupações de quem usa as novas tecnologias. Alguém constatou que o serviço de correspondência postal teve um decréscimo muito significativo nos últimos tempos e mesmo no Natal começou a perder–se o costume de enviar postais de Boas Festas. Como “quem não aparece, esquece”, se a falta de presença física não for colmatada com a presença escrita, a amizade esfria. Será que começa a reinar um clima de indiferença, mesmo entre os familiares próximos pelo parentesco, mas longe por motivos, por exemplo, profissionais? A mim não me parece que se tenha instalado a indiferença, mas sim um novo modo de se relacionar – os e-mails e as mensagens de telemóvel. Falo por experiência: mandar as Boas Festas, os parabéns ou qualquer outra notícia pelo correio normal, quando chega já está fora de prazo ao passo que o e-mail ou a mensagem pelo telemóvel é sempre em cima do acontecimento.
Transpondo para o plano apostólico, a Igreja ganha visibilidade se procurar difundir as suas Mensagens usando as novas tecnologias. Felizmente está a acontecer cada vez com mais frequência – a nossa TV de serviço público, no seu segundo canal, vai dando algum espaço televisivo a figuras da Igreja católica que assim podem dar doutrina de um modo abrangente.
Os Jesuítas criaram um processo de usar com proveito os auriculares anexos aos telemóveis. Em vez de ouvirem só música, há um tempo chamado “passo-a-rezar”. Actores emprestam a sua voz, para ler «pensamentos ou textos» que ajudam a rezar, quem vai no carro, no autocarro, no metro, ou mesmo na rua.
Párocos e demais responsáveis da Pastoral também vão recorrendo a esses meios, criando sites próprios onde podem chegar àqueles que “não vão à igreja” e portanto não os ouvem. Podem contrapor, dizendo que se não vão à igreja também não vão visitar o site. Certo, mas pelo menos é mais um púlpito à sua disposição, mesmo que saibamos que “o mais surdo é aquele que não quer ouvir”. O twitter tem sido dos meios mais usados, a partir que eu saiba de Bento XVI; mas a conta não fechou e está à disposição do Papa Francisco.
Porém, a mim, que tenho lido coisas belíssimas do novo Papa, parece-me que este gosta mais de falar «cara a cara» do que falar para o teclado!




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