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Amanhã – Dia da Mãe

Durante muito tempo o Dia da Mãe era celebrado no dia 8 de Dezembro. Como o dia 8 de Dezembro é, segundo a Igreja católica, o dia dedicado à Imaculada Conceição de Maria, muitos começaram a esquecer a Festa de Maria e só pensavam no Dia da Mãe.O costume de dedicar um dia à Mãe remonta à antiguidade romana – num determinado dia as mães eram levadas ao Templo e coroadas de rosas.

Maria Fernanda Barroca
4 Mai 2013

No século XX, nos EUA, em Boston e o Kentucky, num dia do ano os filhos testemunhavam às mães o amor que lhes tinham. Anna Jarvis, abalada com a morte de sua mãe, iniciou um movimento para estender a todos os Estados da América esses testemunhos de carinho. A ideia foi aprovada pelo Senado em 1913, e muitos países aderiram, entre eles Portugal.

A exaltação da Mãe vem dela participar no poder divino de transmitir a vida; como diz Lovich Ilona: “ser mãe quer dizer entregar a vida inteira, aniquilar-se até à fraqueza e à humildade”. A vocação de Mãe é uma vocação de serviço e de amor e há muitos sacrifícios que só quem é Mãe sabe suportar.

Pela Maternidade a mulher aumenta a sua sensibilidade e está, mais que ninguém, indicada para a tarefa educativa. A sua vocação não fica entre os limites do nascimento e da morte. Quando os filhos vêem nas mães o sagrado, até mesmo nos seus defeitos procuram beleza. O grande pintor Rafael pintou muitas imagens da Virgem Nossa Senhora e para modelo foi procurar em diversas mães os traços que lhe pareciam de maior beleza.

A força do amor materno deve-
-se em parte à comunidade de sangue entre mãe e filho durante a gravidez e que depois se continua na amamentação, considerada um “complemento da gestação”.

Actualmente, com a frivolidade reinante amamentar um filho é impróprio de certas camadas sociais(!). Mulheres como a Rainha Branca de Castela, ou Madame Curie, Prémio Nobel, diplomatas e políticas como Lívia esposa do imperador Augusto ou Luísa de Sabóia e Margarida de Áustria; guerreiras como Emília Plater, porta-estandarte na guerra da libertação polaca; Karoline Herschel, astrónoma, que descobriu cinco novos planetas, escritoras como Selma Lagerlof que tem as suas obras traduzidas em trinta línguas, etc., não se consideraram inferiorizadas, pelo contrário, por amamentarem os seus filhos, não cedendo aos exemplos das «chiques».

Mas nada disso fez diminuir o sentido da Maternidade e muitas delas conseguiram compatibilizar as coisas não deixando de se guiar pelo coração e pelo instinto de captar uma alegria ou uma dor banais – são mais sensíveis à esperança e ao temor.

É corrente dizer que “por detrás de um homem de valor, há uma grande mulher”. E agora estamos a ver as empresas a mandarem as «cotas» às malvas e a admitirem mulheres em lugares de chefia.

O Papa Francisco, numa das suas intervenções, manifestou a vontade de que as mulheres tenham um papel mais interventivo na vida da Igreja, sem que isso queira dizer, como muitos, de má-fé, tentam fazer acreditar, que mais tarde ou mais cedo as mulheres podem ser “ordenadas sacerdotisas” (ordenadas devem ser mais na sua vida pessoal, familiar e profissional).

O papel da Mulher na sociedade, se ela for um arquétipo de Deus, é inesgotável e vemos que há profissões onde elas são “experts” – professoras, enfermeiras, educadoras de infância, apoiantes aos idosos, etc.

Mas se eu vir uma mulher de chapéu metálico no meio dos andaimes de uma obra, não estranho e isso é vulgar.

Quero deixar, porém, ao terminar duas observações: às que só são mães por engano de planeamento, às que antes de darem à luz assassinam o filho. Essas só o são biologicamente (!). E para aquelas que já morreram peço que os filhos as recordem junto de Deus com os seus sufrágios.




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